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a alma da flor

a alma da flor

VIAGEM A SANTA CLARA, TRINIDAD E CIENFUEGOS

03.09.08 | DyDa/Flordeliz

Acordamos bem cedo naquele dia. Ainda sonolentos, lá partimos do nosso quartel- general, o Hotel Las Américas, em Varadero, pelas 6,30 da manhã.

A ansiedade por conhecer com maior profundidade a realidade da vida cubana, mitigava de uma forma extraordinária o transtorno de nos levantar tão cedo e a preocupação de termos pela frente uma visita que apontava para cerca de catorze horas.
E as expectativas não se demoram muito. Na deslocação para a primeira cidade do triângulo histórico que nos propúnhamos visitar – Santa Clara -, passamos por Cárdenas, localidade tornada famosa por aí ter nascido e viver o pequeno herói Elián González, que em 1999, foi recuperado pela Guarda Costeira Americana na sequência de um naufrágio em que morreram, entre outros a sua mãe, que tinha tentado a fuga para os Estados Unidos da América.
Pelo caminho íamos observando a forma muito típica como os cubanos se deslocam entre as várias localidades - à boleia, especialmente em camiões e tractores, funcionando a caixa de carga como local de passageiros.
Mas deixemos de lado os pormenores, e concentremo-nos na nossa viagem. Ao fim de cerca de três horas de viagem, chegamos a Santa Clara, a cidade do “Che” como também é conhecida, tal a forma como é idolatrado naquela região.
Visitamos a Praça com o seu nome, onde se ergue um monumento à sua memória e que, simultaneamente, serve de museu e mausoléu daquele revolucionário argentino que Cuba tem como seu filho adoptado.
Ainda em Santa Clara foi-nos possível visitar uma praceta com um monumento evocativo ao descarrilamento provocado pela guerrilha a um comboio carregado de armas vitais ao governo de Fulgêncio Batista que desesperadamente tentava enfrentar o avanço das tropas comandadas por Che Guevara.
Seguimos depois para Trinidad, a “cidade museu” de Cuba, Património da Humanidade pela Unesco, encravada entre as montanhas a norte e o mar das Caraíbas a sul.
A cidade parece parada no tempo, com os seus palacetes, ainda que muito degradados. A Igreja da Santíssima Trinidad, a Plaza Mayor, mostrando quão rica terá sido a cidade nos princípios do século XIX. Imperdoável a quem visita Cuba não dar um salto a esta cidade que retrata na perfeição a atmosfera colonial oitocentista.
De regresso a “casa” ainda demos uma saltada ao centro da cidade de Cienfuegos, por onde já tínhamos passado a caminho de Trinidad, mas agora penetramos no seu interior, visitando alguns palácios e monumentos que nos maravilharam não só pelo contraste da conservação com os de Trinidad, mas também pela arquitectura mais moderna e mais rica, em resultado dos proveitos na exploração da cana-de-açúcar.
Com o mar das Caraíbas sempre como pano de fundo, tivemos oportunidade de visitar o Palácio de Valle, jóia arquitectónica do século XIX, o Parque Martí com o seu Arco do Triunfo, observar a Catedral de la Puríssima Concepción e o Teatro Terry.
E finalmente, lá regressamos ao “nosso” hotel. Viagem “louca” e maravilhosa. Como dissemos, é imperdoável visitar Cuba e não guardar um dia que seja, para fazer este trajecto turístico, em que o enfoque principal são as três cidades referidas, mas a beleza deslumbrante e expectante não só das paisagens, mas das gentes, das casas, e do mar…aquele mar das Caraíbas barrento, dois dias após uma tempestade tropical que assolou a região, ficou de certeza na memória de todos que connosco desfrutaram os encantos que o Mundo ainda nos reserva. 
A.C.

 

 

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