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a alma da flor

a alma da flor

Não me obriguem a ser muda!

10.07.08 | DyDa/Flordeliz

No que toca ao problema do racismo, o nosso país não é diferente de todos os outros e também está longe de o ter resolvido.

Na verdade ele existe e está presente. Manifesta-se, especialmente, no acesso à habitação e ao mercado de trabalho. E, também não é menos verdade que são discriminados em relação aos cidadãos “locais” a nível salarial, sendo a oferta de salários inferior e, em muitos casos, injustamente não equivalente às funções desempenhadas ou às suas qualificações.
O preconceito em relação aos deficientes e à sua inclusão no mercado de trabalho é outro problema a combater, sendo, que para tal, a vontade de mudar tem de partir, necessariamente de cada um de nós.
Tento respeitar as diferenças, hábitos, crenças e formas diferentes de estar ou encarar a vida. O que não significa que não me custe aceitar o facilitismo, a tentativa de extorsão ou a venda de “serviços pessoais” para alcançar o enriquecimento rápido sem olhar a meios para atingir os objectivos propostos. Mas uma coisa é discriminação nas oportunidades e outras muito diferentes são as ilegalidades.
O meu pai foi emigrante na Alemanha e na França. Também ele sentiu a discriminação das oportunidades e das diferenças de salário. Mas viveu do seu trabalho e do seu suor e não de golpes ou de chantagens com os familiares dos naturais do local para onde foi trabalhar e viver.
Comentar a forma de estar na vida de alguns estrangeiros no caso (“algumas” jovens mulheres brasileiras, mas que poderia ser de outra nacionalidade) não me parece que possa ser apelidado de racismo nem de xenofobismo. Pois, tratando-se de uma portuguesa, abordo o assunto da mesma maneira! A questão não é serem estrangeiros, mas sim o que fazem para ganhar dinheiro.
Mas tem de haver assuntos “tabus” que não podem ser abordados quando se fala de estrangeiros?
Por muito que se sintam melindrados, o facto é que se trata de algo proibido quer para estrangeiros, quer para naturais. O que sucede é que, por experiência própria, apercebi-me que são estes que estão, genericamente, mais abertos à prostituição.
Não conheço muitos imigrantes na minha zona. Sei que há, mas simplesmente não convivem muito connosco e fecham-se nas suas comunidades. Dou o exemplo dos ciganos, chineses ou ucranianos. Já os brasileiros são diferentes e participam de forma mais activa nas actividades da comunidade, sendo muito acarinhados.
Agora, continuo a perguntar porque fiquei baralhada: Onde está a parte em que sou racista? É por ter conhecimento de algumas situações que fui obrigada a pactuar e com as quais não concordo?
Só os portugueses é que são racistas?
Era bom que fosse, pois o mundo andaria de muito boa “saúde”!

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