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a alma da flor

a alma da flor

Porque há dias que não deviamos sair de casa?!

28.01.08 | DyDa/Flordeliz

Gostava de ter tido a coragem de te voltar as costas. Mas sou estupidamente cortês. Estupidamente correcta.

 

A tua voz irrita-me;

A tuas certezas incomodam-me;

As tuas conquistas enojam-me

As tuas palavras aborrecem-me;

O teu protagonismo é doentio;

As tuas histórias não me alegram;

O teu vocabulário é indelicado;

A tua conversa repetitiva;

O teu "eu" maior que o teu tamanho.

 

Incomada-me que penses:

Que um dia estivemos no mesmo barco e a remar no mesmo sentido, porque eu sei que remei por todos até à exaustão, enquanto tu "e outros como tu" apenas faziam que remavam, ajudando um louco a construir castelos de sonhos e soprando aos moinhos de vento que ajudavas a erigir.

Eu sei (tu sabes que eu sei!) que apenas te interessava o "teu" lucro sem olhar a meios para os atingir. Gostava de ter a coragem de te olhar nos olhos e gritar-te bem alto: - Hipócrita! Falso! Cobarde!

 

- Mas não sou assim!

Penso enquanto contas as "tuas histórias" (de policias e ladrões onde continuas a ser o heroi e o conquistador) que detesto pessoas como tu, pessoas que não olham a meios para atingir os fins. Da vida mundana, sem principios, sem valores, sem respeito, sem dignidade.

 

Ouvir-te falar, faz-me lembrar "algo" que tento manter esquecido e que sempre me faz sofrer por ter sido uma luta solitária e uma luta perdida. Onde a lealdade foi palavra esquecida, palavra ignorada.

Ouvir-te fazer de conta faz-me lembrar de novo, toda a hipocrisia e tanta coisa ruim que peço "às alturas" que te mantenha a ti e a outros como tu longe do meu caminho. 

Afinal...

Para que preciso eu de gente tão feia por dentro?! Para quê?...

 

 

 

 

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