Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

a alma da flor

a alma da flor

Contemplação

14.07.07 | DyDa/Flordeliz

 

A ria. Os canais. O mar. As dunas. As salinas. Os jardins. As casas coloridas. A gastronomia. E muito sol! Tudo isto acompanhado pelo forte vento que frequentemente varre suavemente a zona, desempenhando o seu papel na perfeita e harmoniosa união.
A sua força remexe vigorosamente a água do mar que, apressada, corre em direcção à praia espalhando espuma pela areia. As ondas parecem crianças a jogar à “apanhada”, correndo alegremente, para de seguida caírem exaustas, mas felizes pela brincadeira. Há gaivotas a esvoaçar, e essas também, aproveitam para planar ao sabor do vento, mergulhando em busca de alimento. Por onde passa, vai alisando a areia fina como açúcar, acariciando-a, mimando-a com dedos delicados, com ternura, empurrando-a lentamente, e moldando-a em pequenos montes que se vão transformando em dunas, umas atrás das outras ao longo da praia.
Alguma vegetação vai resistindo ao calor e à escassez de água, mantendo seguros por mais tempo estes montes que a natureza se encarregou de construir dia após dia, servindo de abrigo a pequenos mas fascinantes animais.
A praia está praticamente deserta. O sol convida a caminhar. Os óculos protegem-me das areias que vão esvoaçando, mas, que me fustigam as pernas e os braços nus. Refugio-me entre as dunas, para acabar com o castigo do vento. Por momentos ajoelho e observo o sol que, ao tocar a água lhe concede reflexos prateados luminosos, até que, preguiçosamente vai caindo num abraço enamorado, deixando o céu corado por presenciar esta perfeita união de amor.
Fechei os olhos! Cheira a algas, a maresia! E o pensamento apenas assimila a paz deste momento.
Sinto-me feliz! Esta tranquilidade fez-me sentir por momentos que também eu fiz parte desta simbiose da natureza.