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a alma da flor

a alma da flor

A minha camisola cor-de-rosa! Ou será o que restou?!...

10.05.09 | DyDa/Flordeliz

 

 A menina (não gosto do nome empregada) que faz a limpeza cá em casa é uma pessoa especial. Mãe de dois petizes, um de quatro tenros anos e uma catraia que frequenta este ano o 2º ciclo.

Empurra a vida com garra de leoa defendendo as suas crias e o seu clã. Aproveita cada músculo do seu corpo e do seu tempo para aqui, acolá ou mesmo com mãos de artesã amealhar mais uns euros e com isso proporcionar uma vida melhor que o parco ordenado da fábrica não lho permitiria.

Gosto dela! Sei que é atenciosa comigo e sempre disponível a fazer-me as vontades. Muitas vezes sou surpreendida com pequenos mimos e carinhos, um bolo, uma sobremesa, ou algo mais feito pelas suas mãos…

Nunca preciso de lhe “alumiar” o serviço. Sabe o que tem a fazer e toma a iniciativa das tarefas.

Mas, com tanto predicado o “artigo” tinha de vir com algum defeito,  para poder ficar uma mulher de limpeza completa. E esta não foge à regra!

Quando começa a falar é como as crianças a brincar – dá vontade de se lhe tirar as pilhas. Por norma tento escapar-me antes do rol das suas lamúrias começarem.

Há coisas de que gosto muito na minha casa, foram compradas com gosto e sacrifício. Há peças de roupa que também gosto muito e é por isso que as comprei.

O que eu gosto muito pouco é de entrar em casa e ver os móveis trocados de lugar. Gosto de os rever exactamente no sítio onde os deixei quando virei a última vez as costas ao sair de casa.   Mas ela não pensa assim e de vez em quando deve fartar-se de limpar as coisas no mesmo sítio.

Esta “Maria” de vez em quando e porque a pressa não é boa conselheira, os objectos escapam-se-lhe da mão, ficando depois com cara de quem não teve culpinha nenhuma, foram eles que lhe fugiram -  os malvados!

Esta semana, finalizado o seu serviço e porque eu não estava em casa fez a gentileza (pouca sorte a minha) de enfiar os “farrapos” em lixívia dentro da máquina, isso, e a minha camisolinha cor-de-rosa que combinava lindamente com uma blusa de aplicações na mesma cor e na mesma tonalidade.

Pois!…Fiquei com uma “nova” camisola, tipo girafa, malhadinha mas de cores suaves.

Deixo o resultado final desta nova e artística forma de presente e uma vontade enorme de trepar pelas paredes.

Devem pensar: Que vai fazer ela à empregada quando a encontrar na próxima semana?

Nada! Nadinha mesmo!

Ela diria: Se calhar a camisola estava dentro da máquina, não fui eu que a meti!...