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a alma da flor

a alma da flor

Rodopio

24.05.07 | DyDa/Flordeliz

 

O dia está húmido, há uma mistura intensa de cheiros a flores, fetos e húmus,  que se espalha ao longo do trilho de terra batida. Quebra o silêncio o chilrear da passarada acompanhando o eco dos passos ao longo do arvoredo. Tudo é harmonia e tranquilidade e aos poucos o rosto carregado pelas expressões do dia-a-dia vai-se libertando das frases feitas que diariamente usamos por cortesia, hipocrisia ou circunstância.
-Olá, … como está? Bons dias! …, Frases que repetimos porque ficam bem ou porque nos habituamos a dizer, sem pensar, sem sentir.
- Não há gente, não há sorrisos, não há palavras.
Aqui a liberdade do pensamento e do querer, não tem amarras, não tem olhos, não tem opinião.
Aqui apenas se respira e deixa respirar, não há cobrança, não há interrogações, não há incertezas, não há medos.
E quando por fim te sentes exausta fisicamente e decides ser hora de regresso carregas uma pouco mais de energia interior pois por um momento o teu pensamento voou como o “Beija-Flor” em busca do néctar, saciando a sua sede de alimento.
Por momentos tu também voaste feliz com os teus rodopios de pensamentos libertados ao vento.