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a alma da flor

a alma da flor

Tinha!...e como gostava de continuar

13.10.11 | DyDa/Flordeliz

Já me tinha esquecido de que o ser humano é vingativo (tenho má memória ou defendo-me esquecendo do que é feio, mau ou não presta).

 

Tinha-me esquecido que existes.

 

Mas chegaste de novo até mim com falinhas mansas. Começaste por falar em doutores e engenheiros, comendadores e solicitadores para que me recordasse ou sentisse que és pessoa de bem, pessoa bem relacionada - mesmo que continues a viver apenas de expediente.

 

Eu conheço-te. Eu sei como és frio, calculista, maquiavélico e manipulador. Sei que jogas uma cartada escondendo um outro baralho na manga pronto a usar. Sei que guardas e arquivas o que cada um de nós pensa ser normal e que mais tarde usas em teu proveito fazendo com que quem te rodeia pareça lixo de sarjeta, porque não sabemos, ou melhor, não queremos ser como tu - lixo que nunca virá a ser reciclado de tão contaminado que és!

 

Sempre te servi - nunca te respeitei. Sempre cumpri contigo - nunca te admirei. Sempre acatei as tuas ordens - nunca com elas estive de acordo.

 

Tive de esquecer as minhas regras, os meus valores, as minhas convicções. Contigo descobri a falsidade, a mentira, a promiscuidade, a corrupção física e até a intelectual. Para ti tudo era um jogo que acabava de forma combinada por virar sempre em teu proveito.

 

As horas!…

Ai como foram tantas as horas que perdi e roubei a mim e aos meus para te escutar: a vangloriar, a construir castelos sem alicerces, a contar vantagem enquanto ias colocando este contra aquele, e o outro contra os dois, enganando-me, mesmo sabendo que eu não acreditava no que me contavas e que descobriria que farias o contrário do que apregoavas mal virasse costas.

E porquê? Porque és um ser mesquinho. Invejoso. Desconfiado, vil e principalmente - mal formado.

 

As pessoas idolatravam-te porque prometias o que não tinhas. Fantasiavas usando quem te rodeava para que não fosses o único pecador ou então o único responsável pela derrocada.

 

Eu tinha-me esquecido de ti, novamente descobri que saber de ti me continua a fazer mal. Hoje mais do que ontem sei que - continuo sem te respeitar.

 

Nunca saberás que falo de ti. Mas precisava respirar fundo e deixar sair o que durante estes anos me fizeste sentir.

- E o que sinto afinal?!...

  Triste, muito triste por ter encontrado um dia uma pessoa tão feia.

- Eu nunca serei como tu. Nunca.

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