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a alma da flor

a alma da flor

Às pedras - eu renuncio.

29.06.11 | DyDa/Flordeliz

Sim, assombram-me

Pedras que escolhi

Muitas que colhi

E outras que guardei…

 

Sim, assombram-me

As que me pareciam frágeis...

As que se faziam delicadas…

Porque a todas, abriguei!

 

Sim, renuncio

À ganância, à arrogância

De se sentirem valiosas

Ou quiçá, preciosas?!...

 

Sim, renuncio

Pois das pedras que acolhi

Poucas são, as que reconheci

Como sendo essenciais.

 

E porque me estão a assombrar

Acabei de as renunciar

Querendo vê-las deslizar

Da palma da minha mão.

  

Se não se deixam polir

Se não as posso amaciar                                             

Se servem só para amolar...

Fiquem pedras eternamente.

 

No empedrado da rua

Pisadas e repisadas

Amassadas com alcatrão

Se for essa a sua condição.

 

Terminando assim de uma vez

Com a minha assombração

Porque eu – renuncio!

 

ByDiDaFlower

5 comentários

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    Jorge Soares

    29.06.11

    O Pessoa não tem culpa.. faz favor de ler aqui: http://momentoseolhares.blogs.sapo.pt/406785.html

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    Rosinda

    30.06.11

    Bem, o Jorge diz e eu acredito, até porque tenho a certeza que não faria o post sem o devido conhecimento. Bem levei com uma pedra na tola! Mas aprendi alguma coisa, é mesmo assim: "Aprender até morrer"
    Noite descansada...
    Rosinda
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    Jorge Soares

    30.06.11

    Algures no site da Casa Fernando Pessoa há um comunicado sobre este poema.. que esclarece completamente .... infelizmente não o consigo encontrar...

    Jorge
  • Imagem de perfil

    DyDa/Flordeliz

    30.06.11

    Sobre qual, o meu ( tentativa de qualquer coisa)?

    Também li que foi Augusto Cury que escreveu o texto que indicas no teu blog http://momentoseolhares.blogs.sapo.pt/406785.html .

    Li ainda, que da Casa Fernando Pessoa saiu a informação de que “O poema em questão não é de Fernando Pessoa, coisa que poderia ser garantida à primeira leitura (pelo tema, pela escrita, pela ortografia)....

    A mim: tão pouco me importa...
    Não quero construir um castelo com as pedras que guardei.
    Consta ainda, que esta frase também não pertence ao texto de Cury
    e que é seu autor um blogueiro brasileiro.

    Entre contos e ditos...
    Difícil descobrir o fio do novelo. Não achas?

    Boa noite
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