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a alma da flor

a alma da flor

Sol da Saudade

16.04.07 | DyDa/Flordeliz

 

 

ESCUTAR

OLHAR

SENTIR

SORRIR

 

 

Sentada num banco junto à praia, encontrei um rosto marcado pelo tempo. De olhar vivo mas gasto pelas horas que a vida tem e pelas lágrimas derramadas pela saudade, mantinha ainda a frescura possivel dos seus setenta e nove anos e um pensamento repleto de memórias de um passado que a deixavam com o olhar toldado de lágrimas enquanto olhava  e repetia com graça:

- Este SOL divino que nos ilumina... 

Cinquenta e cinco anos de vida em comum. De momentos bons ou de dificuldades... Mas sempre partilhados! Saudade da companhia, de dividir a tristeza, de partilhar a alegria. Saudade de partilhar uma refeição. Sobretudo, saudade de quem amamos.

Senti a carência desta simpática Senhora, que sem me conhecer me tocava (pedindo desculpa), por apenas desejar ter alguém que a ouvisse, um pouco de companhia, um pouco de atenção. Um pouco de ternura e compreensão.

Suspirava ela:

- Menina, as telhas escondem tanta miséria...

Ainda bem que me sentei.

Adorei ter sido sua ouvinte.

 

Minha querida e delicada Senhora, acredito que sendo um ditado muito antigo é realmente muito duro e real. Mas não desista e não deixe que essas telhas se abatam!

 

Beijinho