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a alma da flor

a alma da flor

Controlar a vontade de rir?!...

02.10.09 | DyDa/Flordeliz

Todos sabemos como é difícil encontrar estacionamento dentro das cidades. Para facilitar e as tarefas serem mais rápidas, sempre que possível, peço ajuda ao meu filho quando tenho de visitar clientes para entregar documentos ou mesmo para ir ao banco. Enquanto eu entro, ele procura estacionamento, ou então vai dando a volta pela cidade.

Hoje foi mais um desses dias. Um pouco a contra gosto (é chato!), mas lá me acompanhou.

Acabamos sempre por nos divertir. Conversamos entre as viagens, falamos do dia, da escola, da vida…

Hoje, falava-me de uma professora que tem o “tique” de aplicar a palavra “portanto”.

“Portanto, se tiverem dúvidas, portanto, podem colocar. Já alguém, portanto, participou…, portanto, num intercâmbio?”

Eu dizia-lhe: Já não te posso ouvir com isso. Pára por favor!

Ele respondia: “Portanto, imaginas o que é estar hora e meia nisto?!”

Continuava ele: “Mas há mais! A senhora é vesga (coitada!) E, quando ela questionou um assunto na aula eu caí na asneira de responder. Ela foi-se aproximando da minha mesa e quando chegou, fitou o meu vizinho de carteira e disse: «Portanto, conte lá, então, portanto, como foi?...»”

“Ele olhou para ela com cara de quem não estava a achar graça nenhuma (aliás, tem cara de poucos amigos. Parece zangado com o mundo). Supondo que era para mim, lá me expliquei, verificando que ela continuava a olhá-lo (quer dizer! Parecia!) Não sei como não me ri…”

“Mais à frente, na aula, nova situação. Um colega falou e ela de novo, em vez de olhar na sua direcção, olhava para trás. Ele ficou pasmado e ergueu (a medo) o braço, dizendo: sou eu (nós quase escutamos o seu pensamento: ui eu falo e ela olha para trás?!..Ups!…)”

Enquanto ele ia contando e nós nos riamos, lembramos uma situação passada num Snack no centro da cidade onde muitas vezes almoçávamos ou jantávamos.

O dono tinha gémeos. Pareciam iguais até olharem directamente para nós. Um deles era estrábico (muito mesmo) e essa era a maior característica que os diferenciava (além de partir loiça que não conta).

Lembro-me de uma vez ter pedido um ICE TEA de Manga. Ele (sei agora que era o estrábico) porque não ouviu, ou porque se esqueceu, rodou a cabeça para o lado oposto onde eu me encontrava sentada e perguntou - Manga ou Pêssego? Instintivamente e, porque fui eu que fiz o pedido e ele estava a responder para o meu lado, rodei a cabeça com curiosidade para ver a quem ele dirigia a pergunta mas… para meu espanto, o banco a meu lado estava vazio. Afinal, ele estava a falar comigo. Só os olhos estavam virados para o outro lado. Senti-me atrapalhada e até um pouco idiota com a situação. Confirmei o pedido e tentei esquecer o assunto, mas…

Ainda hoje revejo a cena e me rio da situação. Não é fácil mantermo-nos sérios quando a situação acaba por ser hilariante. Pelo menos para quem passa por ela.

 

Estrabismo

 

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