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a alma da flor

a alma da flor

Pc´s com carta de condução?!

13.09.09 | DyDa/Flordeliz

Há dias tomei conhecimento de uma história no mínimo insólita.

 

Num negócio de transacção de um computador portátil, o comprador pediu ao técnico informático que lhe descrevesse como era o dito aparelho. Ora, como sabemos, se perguntarmos a um pasteleiro como é um bolo, ele dir-nos-ia de imediato que levava ovos, açúcar, farinha e outros ingredientes que o compõe. Assim, o técnico desembaraçou-se dizendo que tinha x bytes de memória, outros tantos de processador, não sei quantas portas USB, modem alfa, etc., etc., etc.
Impaciente e, na verdade, pouco esclarecido do real significado de tais informações, pediu:
- Ó Manel, podia-me imprimir aí um para eu ver?
Solícito, o informático apressou-se de imediato a corresponder a este pedido, indo às suas fontes procurar o pretendido e fazendo saltar da impressora dois papéis.
Pegando nas folhas, percorreu-as com o olhar. A impressão mostrava uma série de letras miudinhas que considerava basicamente indecifráveis e, para si, inúteis tendo em conta os seus parcos conhecimentos. Bem no fim da segunda folha, num minúsculo quadrado a preto e branco, estava a única informação que desde início pretendera: a foto do material. Porém, era tão barbaramente pequena que não dava para perceber mais do que um borrão de sombras. Arreliado, virou-se para o técnico, não contendo um leve berro:
- Ó MANEL! VOCÊ ‘TÁ A BRINCAR COMIGO?!?!?!?!?
Apanhado de surpresa com a reacção inesperada, o informático ficou com um ar um pouco aflito olhando-o.
- Não… - disse numa voz trémula e apalpando o terreno.
- Bem, isto faz-me lembrar uma história. Aqui há uns anos, resolvi comprar os primeiros computadores para a empresa. Agora parece algo banal, mas na altura era bastante inovador, dado os anos que já lá vão. Contactei um distribuidor, vieram cá instalá-los e, aquando disso, ficaram de voltar mais tarde para dar formação sobre como usar as geringonças. Uma vez mais, esta situação não faz sentido nos tempos que correm, mas naquele tempo, estes aparelhos não tinham a proliferação de hoje em dia, pelo que pouca gente os sabia usar correctamente.
» Ora, trazer, eles trouxeram. Mas a formação, essa nunca mais chegava. Um dia, cansei-me de esperar e liguei para lá, exigindo que viessem tratar do assunto nesse mesmo dia. Quando o técnico apareceu, queixei-me de que me tinham vendido o equipamento mas que nunca mais tinham cumprido a promessa de voltarem para ensinar a trabalhar com ele.
» Vira-se a lata do “gajo” para mim e diz-me:
                - “Ora! Quando vai a um Stand comprar um carro, supõe-se que tenha carta de condução…”
» Vocês ‘tão a ver ele a dizer isto ao Tónio Puto, não estão?... “VOCÊ VAI PEGAR NA MERDA DO EQUIPAMENTO E LEVÁ-LO DE VOLTA, E JÁ!!!!”

 

DG14

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