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a alma da flor

a alma da flor

Pão de ló ...

19.03.09 | DyDa/Flordeliz

O meu pai e a minha mãe dificilmente se lembram do dia do meu aniversário. Já virou anedota. Mas quando se trata dos aniversários deles, lembram com a antecedência de um mês para marcar a jantarada. Claro que não os levo a mal porque a idade não perdoa.  

Já dos netos e bisnetos chega até a ser um pouco obsessivo. Também os dias “da mãe e do dia do pai”, esses não são esquecidos e ficam marcadas as faltas de presença.
Hoje, em amena conversa telefónica (leia-se “conversa de surdos” com ele o meu pai), falou-me a talho de foice, em pão-de-ló. Ora, os meus “meninos” são diabéticos e doces é alimento a evitar.
No entanto, muitas vezes dou comigo a pensar: Se não morremos da doença, um dia morremos da cura.
Como durante toda a tarde não me saía da ideia o bendito  pão-de-ló, à noite entre uma panela a ferver deixada no fogão para o jantar, lá fui eu (a correr) dar cabo dos sete quilómetros que nos separa,  para surpreender o pai desejoso com uma fatia de doce para cada um (disse uma fatia e foi mesmo o que levei).
Lá estavam os dois a jantar sossegaditos uma massinha de frango. E mal viu a gulodice, logo ali esqueceu a vontade de comer a sopa, não fora a minha matriarca o meter na ordem.
Há lá coisa mais bonita que o carinho entre pessoas de idade? Ou a dedicação e cuidado em se protegerem um ao outro? É uma ternura!
Valeu a pena correr mais um bocadinho para vos ver sorrir!...

 

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