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a alma da flor

a alma da flor

Estou muito chata! Espero acordar menos um pouco...

01.12.08 | DyDa/Flordeliz

imagem retirada da internet:http://www.brianwebbphoto.com/d/475-3/rainy_day

 

Ontem o dia estava frio, chuvoso e ventoso. Em qualquer sítio se ouvia lamentos como “estou gelada” ou “hoje está mesmo muito frio”. Esfregavam-se as mãos, fungavam-se narizes avermelhados, e os pés iam batendo a compasso de marcha militar na tentativa de os manter aquecidos.

Por norma não sou pessoa que ande na rua a queixar-me do frio. No entanto, como me sentia irritada, dei comigo a reclamar para os meus botões: “Sou mesmo ave rara!” Eu sinto-me a ferver!
Sábado de tarde. Final de mês. A chuva caía forte. E eu, sozinha às compras pela cidade, ia percorrendo as ruas de carro. Este é, definitivamente, o tipo de programa que me deixa com um humor “de cão raivoso” pouco recomendável!...
A minha cidade é pequenina e para conseguir um estacionamento em dias ditos “normais” é difícil. Mas este não era um desses dias. Era bem pior! Já contornava pela terceira vez as mesmas ruas e artérias a passo de caracol, à procura de um lugarzinho onde pudesse “enfiar” a viatura, de forma a não incomodar ninguém nem ser importunada pelas autoridades.
Confesso que concluí que, ou voltava para casa e estacionava na minha garagem percorrendo a pé os dois quilómetros e meio de distância, ou deixava de lado o civismo e desenrascava-me enfiando-o onde ele coubesse para resolver o imbróglio. Não me apetecia fazer o papel de mula de carga à chuva, tendo de passar no talho, frutaria, farmácia, e supermercado.
A “coisa” não seria tão complicada se as compras fossem todas no mesmo local ou na mesma rua. Mas infelizmente não são (gosto do comércio tradicional)!
Mas é claro, os gostos têm o seu preço!
O meu foi pago com uma bátega de chuva gelada pela cabeça abaixo, carregada de sacos e com o guarda-chuva que só servia para atrapalhar. Afinal duas mãos não chegam para tudo!….
Hoje, Domingo, o dia foi tranquilo e passado em família junto à lareira. Mas como tudo o que é demais, enjoa. E a inépcia não faz parte do meu feitio.
Quero sair lá fora! Olhar a chuva, ou o sol, ou vento. Ou apenas olhar simplesmente.
Fico com a sensação que estive de castigo, e é com esta impressão que me vou deitar.
Amanhã é feriado. Espero que não esteja tanto frio, ou então, que deixe de chover. Eu preciso de ver gente, olhar a rua nem que seja por alguns instantes.
Sinto-me a abafar cá dentrooooo!!!
Até já detesto a lareira a arder, o calor e o cheiro a lenha queimada!

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