a alma da flor
03
Dez 15

"Quando o telefone toca"...

Normalmente é trabalho.

Outras, vendedores de sonhos.

Mas também há, as questões reclamações familiares?

 

- Olha, o ar condicionado só está a 22º graus...

- Certo.

- Errado.

- Errado como, fui eu que o deixei assim? Essa temperatura chega, quando muito mais um grau.

- Como chega, se o nosso corpo está a 36º graus?!

-.........................................

- Paciência de Jerico. Lembra-se de no verão estarem cá fora 28º graus e você reclamar que estava um calor insuportável? Pois é! Se colocar dentro de casa 36º graus, acredite em mim, não vai achar graça, vai sentir o verão dentro de portas.

- Insistência, impaciênciente. Mas, olha que o corpo tem 36º graus...

- Chiça, e ela a dar-lhe. O calor de corpo, não é bem igual ao da temperatura ambiente. Acredite, 22º graus, é o ideal.

- Pronto, tu é que sabes

 

 

Senhor, dai-me paciência. De aparelhos eléctricos ou electrónicos eu, não preciso. Afinal, só vieram para me complicar a vida.

25
Ago 15

 

Eramos três, qual concerto de cordas afinado. Um tocava para aqui e os outros, tocavam sempre para o mesmo lado. Se por acaso uma nota fugia ou corda se partia, nem assim, se notava que o caldo podia ficar entornado.

 

Eramos…

 

Este tempo verbal que custa a aceitar e a engolir e me deixa atormentada.

Nada é permanente. Muito menos a cumplicidade. E a verdade? Essa, começa a ter defeitos, tal qual os jeitos que se dão e que, passam a meias verdades.

Saudades? Tenho. Do que construímos durante uma vida a tocar em conjunto, e hoje, vejo desagregar.

A união. Essa relação que nos fazia fortes. Impenetráveis. Julgava eu.

Ficamos uma espécie de conjunto. Dois, três, às vezes somos quatro. Não. Não é verdade. Somos três e mais um. Nunca chegaremos a quarteto. Ficará para sempre um que está ali, mas pode logo ir para outro lado. Quase como num espectáculo em que entra um artista, aquele, é um convidado.

- Acredita, tenho tentado.

Tentei, vou tentando ainda, e sei, que tentas também. Mas a afinação, teima em ficar descompassada. As pautas estão desalinhadas e tudo é feito de corre-corre, sem tempo ou espaço e falta a nossa harmonia. Ou era minha fantasia?  

Querença? Existe sim, ainda. A afeição natural, aquela que se toma, pega e despega sem pensar ou aquela que se dá e recebe sem se notar? Essa, vai perdendo graça e espaço. Não há tempo. Não há, não!

O nosso, sinto-o a esvaziar-se, está no fim e custa aceitar. Outros, tomaram o palco, se apropriaram e se vão posicionando. Ligam-se luzes, batem-se palmas, ouvem-se vivas. E quando erguemos a cabeça? Não. Não foram para nós. Estamos sós.

- É natural, eu sei que é.

Já te disse o quanto me aborrece o teu engano, o faz de conta de que é natural?

- Já disse sim. Sei que o digo muitas vezes. E sei, que sou culpada por sentir nos teus afagos as infrutíferas tentativas de me fazeres acreditar que farei parte da tua cena.

Foste a peça mais importante que um dia adquiri. Única. Perder-te faz-me sentir vazia e desalinhada.

Mas um dia, passa. Passa, mas hoje dói. Um dia esquecerei. Hoje não posso.

Sei que em outro dia tentarei lembrar e já não saberei por onde começar. Nesse dia, já não mais sentirei que me fizeste falta.

Estou triste. E sinto-me ainda mais triste por sentir a tristeza de o sentir. Gostava que me fosses indiferente. Assim pensei.

Hoje ao ver um filme chorei por nós.

Também eu te dei asas e tu voaste. E eu quero que voes. Foi por isso que tas dei e delas cuidei. Nunca tas tentarei cortar. Quero-te por inteiro. Não sei amar-te a meias.

Por isso te peço não me mintas, não me enganes. Não tentes dar-te pela metade. Não me chega. Dá-me pouco, mas que seja tudo com verdade.

 

01
Abr 14



Jaba Kankava, jogador do FC Dnipro, socorreu a tempo Oleh Husyev, jogador do Dínamo de Kiev, em pleno clássico do campeonato ucraniano. Uma intervenção rápida que pode ter salvo a vida do seu colega de profissão"


Deixo o vídeo.  Para mim, muito mais importante que as imagens do campeonato português com o incidente na partida Nacional-Porto, em que - "Quaresma perde a cabeça".


Depois que diga que quer ir à selecção, que é tão bom como os melhores...

Estava quase convencida que era desta que tinha acertado o TICO e o TECO - Tenho pena*, mas não foi!


* mesmo Quaresma!


20
Mar 14

Os dias estão solarengos. Há vida, renovação e nota-se nos rostos de quem nos cruzamos as cores da boa disposição.

No entanto, esta nem sempre tem de andar ligada a um badalo sineiro ininterrupto como se de um spot publicitário se tratasse.

 

 

Hoje passei por uma frutaria, da qual não sou cliente, mas por estar na minha rota, deu jeito entrar.

O espaço era amplo e estariam umas seis ou sete pessoas a escolher e encher os sacos com fruta ou legumes, para de seguida se aproximarem da caixa, pesar e pagar.

 

 

Posteriormente, entrou uma cliente que, pelo à vontade demonstrado, fará parte dos conhecimentos da funcionária da loja, e logo foi debitando conversa. Conversa essa, alta e em bons decibéis.

Cliente: Hoje as maçãs não são madurinhas como eu gosto. Gosto de maças madurinhas.

Funcionária: Tem ananás muito madurinho.

Cliente: Gosto da fruta toda madurinha.

Funcionária: O ananás hoje é barato e madurinho, enquanto fazia a conta de outro cliente: ora um molho de espinafres....

Cliente: Não tem lá dentro maçãs mais amarelinhas? O ananás é mesmo madurinho?

Funcionária: Olhe para o que esta senhora vai levar, está bem maduro! Veja pela cor amarelinha. – ora...novamente, um molho de espinafres...

Cliente: Esse está. Já não tem outro igual. Esse, era o mais madurinho.

Funcionária: Ora bem vamos lá fazer a conta desta senhora. Então, é um molho de espinafres... Olhe, se quiser dispenso-lhe um que tirei para mim hoje para levar para casa - começando a remexer nuns sacos atrás do balcão à procura do ananás. Vamos lá fazer a conta: um, dois, três molhos de espinafres...

Cliente: Eu levava morangos, mas se calhar levo amanhã, afinal passo cá, levo fresquinhos.

Enquanto isto, entraram outros clientes, a mesma conta continuava por fazer, e fomos assistindo à grande trapalhada da funcionária de não conseguir concentrar-se nas contas sem tagarelar e sem que a “outra” desistisse da conversa “madurinha”.

Sinceramente, já me ferviam os dedos dos pés do nervoso miúdo. Estava a ficar desesperada!

Um outro cliente, que estava na fila, acabou por demonstrar impaciência sobre a situação e sai-lhe este comentário, tipo brincalhão, mas nem por isso menos assertivo.

- Você hoje não está a dar conta do recado. Faça a conta que me quero ir embora. Se fosse seu patrão já a tinha despedido!

E foi mesmo nessa hora que entrou o patrão da loja. A balconista ficou toda atrapalhada e foi gracejando.

- Veja lá...veja lá...o patrão ainda me despede com as suas brincadeiras (sorriso amarelo).

OUPS... Pensei!

Finalmente alguém com coragem. Paguei. Saí. E vinha ainda com os neurónios a fumegar, quando entrei na peixaria. Sentei-me num banquinho para aguardar a vez. O senhor Carlos olhou para mim e exclamou:

- Caramba. Parece muito cansada!

Sem pensar respondi com voz irritada:

- Estou mesmo, muito cansada, cansada de ouvir gente a conversar.

 

Ele ficou com ar de quem não percebeu. Eu também não esclareci. Afinal, o peixeiro não tem obrigação de me aturar.

Não ia dizer: Se não fosse o patrão da loja da fruta ter entrado, talvez ainda estivesse à espera de que a fruta amadurecesse. Já que a conversa, essa, estava já mais que podre.

 

 

22
Jan 08

"Noticia SOL
No chile
Homem de 81 anos 'ressuscita' em pleno velório
Um homem chileno de 81 anos levantou-se do caixão durante o seu próprio velório, perante o espanto dos familiares que choravam a sua morte, segundo um jornal diário local  

A família de Feliberto Carrasco tinha encontrado o seu corpo inanimado e frio, convencendo-se de que estava morto.

Os familiares contactaram uma agência funerária para organizar as cerimónias fúnebres, mas não chamaram um médico para confirmar o óbito."

Sinceramente nem sei que pense:

Será que o homem resolveu  testar os familiares?

Será que era rico e estavam "mortinhos" para que fechasse os olhos?

Porque não chamaram o médico?

Estranho... Muito estranho...Se fosse cá em Portugal haveria com toda a certeza um culpado com nome MYnYstro da Xaúde "

 

- Não tenho medo de morrer, mas não gostava de ser enterrada viva! ARREEEEEEEEE que

MORRIA DE XUSTOOOOOOOO

 

 

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 00:47
sinto-me: atarantada
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