a alma da flor
12
Abr 13


Hoje ficamos.
publicado por DyDa/Flordeliz às 00:01
10
Fev 13

Este fim de semana assisti a este filme (estranho estar aqui disponível, agora senti-me roubada).

 

Recuso-me a comentar se é bom, se é mau, se tem qualidade, se... porque são "ses" que me passaram ao lado.

 

Fiquei presa ao drama e, de repente, transpus a tela vivenciando em suspense cada minuto.

É IMPOSSÍVEL não ficar preso do início ao fim e, mesmo depois das luzes se acenderem, ainda sentia o corpo tenso e o pensamento preso ao cenário de catástrofe como se a luta pela sobrevivência não fosse deles, mas minha, nossa, ou de alguém que conhecemos.

Perante os caprichos da natureza não somos nada. Absolutamente nada.

 

O cenário de belas palmeiras, mar azul e areia branca era em tudo idêntico aquando da nossa chegada a Cuba. Senti medo do que já passou. Medo e sorte. Sorte por o nosso desfecho ter sido muito mais feliz, muito mais divertido, mas...

 

- E se fossemos nós?

- Não fomos!

- Mas poderia....

 

Naquele cenário de horror e destruição, é praticamente impossível sobreviver, menos ainda lutarmos juntos (em família).

Mas...

- Às vezes o impossível acontece, para o bem e para o mal e das fraquezas fazemos força, e até o nosso medo é palavra de coragem e conforto para aqueles que estão ainda mais fracos do que nós.

 

Impossível é: ficar indiferente.

 

A sala estava lotada. Na fila de trás a juventude ria (talvez escondendo o nervosismo) e falava alto. Não gosto muito, mas suporto, tentando entender que nos excedemos em grupo, especialmente quando somos mais novos.

O que me deixa desiludida é que os jovens achem piada e aceitem que alguns colegas façam soar os intestinos dentro de uma sala de cinema por graçola - isso também me parecia ímpossivel, mas até isso acontece nos nossos dias.

 

Como diria um senhor de idade depois de escutar um jovem que se soltou à sua frente: "Quem o deu, que o coma!" (pensei o mesmo caro senhor){#emotions_dlg.secret}

 

09
Fev 13

O meu "patriarca" a conselho médico deixou de conduzir, para sua segurança, e de todos os que com ele se cruzam.

Durante algum tempo acedeu, não sem lamúrias e queixumes.

 

Esta semana segundo a "matriarca", resolveu voltar à linha da frente e passou a jogar ao ataque - conduzindo.

Hoje segundo as mais recentes fontes familiares, apareceu cá por casa. Por azar, eu não estava, ou melhor: ainda bem, para mim, já que não gosto que se arme em Fittipaldi, sozinho.

 

Ao fim da tarde via telefone tentava fazer passar a mensagem que não era boa ideia, que o médico não tinha dado autorização, blá-blá-blá, palavras deitadas ao vento, enquanto ele feliz, brincava com a situação e dizia:

 

- Mas tu não me queres receber em tua casa, é?

- Eu não estou maluco, sei muito bem o que faço...

- O médico não sabe, eu é que sei como me sinto…

- Vou a tua casa, pois quero conversar contigo. Eu não sou maluco...Posso ir?...

 

Minha mãe do céu, e agora que se responde? Só posso brincar também!

 

Comecei o assunto com voz séria e acabei à gargalhada. Nada do que tentei transmitir foi levado a sério o que me deixou verdadeiramente apoquentada quando fiquei a olhar para o telefone ao desligar.

Não sei bem como lidar com o assunto sem o melindrar, até porque um dos manos acha imensa graça o nosso pai andar na estrada já "entradote", mesmo sabendo que o mais seguro é dar-lhe largueza se o vir ao longe.

 

Mesmo antes de subir para descansar, passei os olhos no sapo e escutei as minhas próprias gargalhadas com esta notícia "Há material circulante na CP com mais de oitenta anos..."     {#emotions_dlg.sidemouth}{#emotions_dlg.happy}{#emotions_dlg.bunny}           

       

- É pá, afinal o meu pai até tem razão. Se com oitenta anos este material circula com pessoal dentro...

- Então, porque não pode ELE circular, se só anda ele e a sua Maria?{#emotions_dlg.confused}

 

 

Ainda bem que lê o jornal e quando chega a casa já esqueceu o que leu, se não...{#emotions_dlg.chucha}

 

Ó vida mais atribulada.{#emotions_dlg.angel}Este fim de semana a "coisa" não vai ser fácil, não vai, não.

{#emotions_dlg.blueflower}

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 01:13
31
Jan 13

Para mim serviu para desembolsar mais uns trocos em actualizações, formações e trabalho.

 

De resto? Nas empresas?

Se não me sentisse tão cansada e farta, acho que servia de anedota.

 

Começa assim a lei 11/2013 de 28 de janeiro:

"A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição o seguinte:..."

 

Em Portugal as leis são como os medicamentos, temos sempre de ler o "papelinho" para ver as contra-indicações.

 - Os MAS DA LEI.

A lei diz para se fazer, mas...

 

Atenção:

"Contudo, este regime pode ser afastado por manifestação expressa do trabalhador a exercer no prazo de cinco dias a contar da entrada em vigor da mesma, aplicando -se nesse caso as cláusulas de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho e de contrato de trabalho que disponham em sentido diferente ou, na sua ausência, o previsto no Código do Trabalho. Ou seja, os trabalhadores têm cinco dias a contar de hoje para informarem o empregador que pretendem que os subsídios sejam pagos como até aqui tinham vindo a ser pagos."

 

 

MAS que merda!!!! ? digo eu!!!!

É lei ou é referendo?!

 

Até hoje não tive uma única empresa em que os funcionários optassem pelo recebimento em duodécimos.

Mas também, se estão habituados a que lhes guardem dois meses do seu vencimento, para quê ceder à tentação de o gastar? Afinal agendaram o seguro do carro, os livros das crianças, as prendas de Natal, as férias...

 

E a entidade patronal está interessada em pagar desta forma?

Claro que não! Para quê pagar agora o que se pode pagar daqui a uns meses?

-É pá, somos portugueses. As empresas não nadam em dinheiro, certo?

- O país anda à rasca!

 

Claro que se me perguntassem a mim, não pensava duas vezes:

- Venham daí os tais duodécimos, ficam já deste lado este mês que eu sei guardar (ou gastar, a opção é minha), pois para o mês que vem, sei lá se o patronato se lembra de fechar o tasco e me vai deixar de mãos a abanar?!

 

 

Mas isto sou eu ando irritada e tive de dar à sola para ter esta "coisa" toda "xpto" a tempo e que não serve para nada, a não ser o trabalho de bater porta a porta (telefone na orelha) para obter a mesma resposta:

 

- Faça-se como nos anos anteriores!

 

Ok! Chefes!

 

Será como manda a lei, mas...

Optando pelo que mais interessa ao pessoal ou o patrão quiser.

 

Ó meus amigos, e ainda dizem que não temos liberdade?

 

- Eu não tive. Mas há quem a possa aproveitar e aproveitou.

 

Viva a pandega desta cambada de TRAPALHÕES que anda a brincar com os meus TOSTÕES.

 

Sim!Sim!

Eu ganho sempre o mesmo (quando recebo!), ninguém me paga pelas vossas ideias (igno)iluminadas senhores (des)governantes.

 

Agora querem uma listinha parecida com a que vai para a segurança social. Não serve a mesma? E não pedem lá para não incomodar?

- Percebi. A gente faculta.

 

E as facturinhas descarregadas até ao dia 25, mas com 48 horas de antecedência.

- Sim senhores, é já a seguir.

 

Se me é permitido questionar: Querem que debite a quem este merda, trabalho extra? Não estão a pensar que é aos meus clientes, pois não? É que eles não pediram nada. São vocês!!!!

 

Já sei, estão a diminuir aos funcionários públicos e nós fazemos o vosso trabalho de borla, certo? Claro. Nós ajudamos, enquanto vão almoçando à grande e à francesa (português não come assim, eu não como na vossa cantina) e antes de darem de frosques.

E se vocês se quisessem F@d€r???

Pois! Acho que não querem. Afinal, quem se F@d€ sou eu (e  os outros).

{#emotions_dlg.evil}

 

Cada um é livre de escolher a forma como recebe uma vez que lhes foi dada essa oportunidade. Não estou a criticar a opção de cada um.

Critico o circo montado com uma lei assinada a 28 de Janeiro com efeitos a 1 de Janeiro que vem com 5 dias para o trabalhador manifestar opinião junto da sua entidade empregadora (Dizem até domingo, quando a maioria das pessoas trabalha até sexta). Como se fosse possível na nossas empresas o funcionário ter opinião (por aqui faz-se de conta).

Todos sabemos que os duodécimos são uma tentativa (quanto a mim de má-fé) de camuflar o aumento da taxa de IRS e a sobretaxa de 3,5%, passando o vencimento liquido ao fim do mês a ser (parecer) superior, dando até ideia de que o poder de compra aumenta.

 

E assim, vai o nosso Portugal, enganando-se a ele mesmo.

 

 

30
Out 12

 

Meus receios são minhas quimeras

Minhas dúvidas infindas inquietações

Alberga em mim a nau dos tormentos

Atada de apegos, e muitas comparações

E eu, criança, afago em apuro, lutas de crescidos

Atulhada em discórdias ou néscias contradições

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 02:08
17
Set 12

“Os produtos Outlet são produtos que percorreram as várias fases de venda em loja full-price e que encontram a última etapa de saída para o mercado, sendo vendidos a preço muito mais reduzido do que seriam numa loja de preço normal.”

 

 

De visita a um Centro Outlet e depois de diversas paragens em montras carregadas de faustas promessas e ínfimas ofertas de qualidade no interior das lojas, é fácil perder a paciência.

 

Os neurónios fervilham com as luzes, cores, movimento, música ambiente do C.C. e ainda a das lojas que teimam em querer bater decibéis umas às outras, isto tudo, aliado ao insuportável berreiro choro de crianças empurradas em carrinhos, saturadas do entra e sai dos progenitores, que se esquecem de as escutar e se perdem das horas.

 

Quando já tínhamos percorrido vários corredores e os pés reclamavam da saga de descobrir “a peça interessante”, eis que, demos de frente fuça com a área da alimentação, descobrindo um restaurante que tem como especialidade frango, para o caso não importa o nome  “ Frango da Guia”.

 

É neste cenário de fim de dia que chega o seguinte comentário:

- Estamos no Outlet certo?

Certoooo (num anuir meio murcho)…

- Aqui vendem resto de colecções, e sobras, certo?

Certoooo (aí vem merda coisa)…

- Então, este restaurante vende os frangos que não foram vendidos nos outros, ou as sobras deles, certo?

O quê? És maluquinho?!...{#emotions_dlg.amazed}

Pela lógica, terias razão, mas só pela lógica, não sejas parvo, sim? Que diabo de ideia!{#emotions_dlg.confused}

- Ok! Pronto, não se fala mais nisso. E agora, podemos ir para casa?{#emotions_dlg.brrrpt}{#emotions_dlg.chucha}

SIMMMMM!!!{#emotions_dlg.inlove}

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 02:45
24
Ago 12

Este verão? Não foi verão, porque também não foram férias. Não houve pausa. Não houve sossego. Descanso.

Poder adormecer relaxada, de acordar sem hora agendada.

 

Este Agosto, correu mais rápido que eu. Foi alvoraçado, irrequieto, descontrolado.

 

Não houve areia nos pés. Não houve biquíni, calção colado pela água salgada e não teve ondas enroscadas em fios de cabelos. Nem de longe senti o cheiro a maresia. Não vi o recolher das gaivotas. Não vi amigos, não fui há esplanada ou mesmo partilhei um café, uma gargalhada,porque não tive tempo para o fazer.

 

Prevaleceu a insatisfação, a contradição, tarefas imprevistas, obrigações e muita abdicação.

 

Fica a recordação de horas roubadas a um tempo que deveria ser meu para retemperar o vigor, a energia e um pouquinho que fosse de paz, de harmonia ou mesmo alegria familiar.

 

Sinto-me cansada deste ano que passou apressado e continua acelerado sem que o consiga abrandar. Porque, não sou eu a mandar, é a sua vontade que me arrasta, sem que me consiga negar.

 

Será isto destino, será isto o fado?

Acreditei ser capaz de traçar meu rumo…

Mas o que sinto: é que apenas sigo ao sabor da maré.

 

(maré de azar? ou de pouca sorte? - pouco importa!)

publicado por DyDa/Flordeliz às 02:37
19
Ago 12

...aqueles que nos roubam sorrisos apesar da distância ou vontade de chorar.

...aqueles que nos abraçam mesmo sem nos tocar.

os que sentimos falta mesmo quando nos fazem arreliar.

 

Quero arrancar-te um sorriso;

Uma gargalhada;

Uma lágrima de alegria;

A vontade de festejar.

 

Sou tua amiga a valer

Beijinho - flordeliz

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 00:01
14
Ago 12

 

Que a luz não se extinga

me dê força.

Em espírito rogo, ó coragem

não me abandones.

Confiança eu te peço

caminha a meu lado.

Eu rezar não sei

ou, não consigo.

Não murmuro promessas

em troca de auxílio.

Mas meu peito dilacera

em desespero.

- porque...

De incertezas

me invadiu o medo.

Vento da sorte, não me deixes quebrar

 

RENOVA-ME A ESPERANÇA

{#emotions_dlg.blueflower}

publicado por DyDa/Flordeliz às 00:39
31
Jul 12

Dias longos, noites quentes sem hora para adormecer ou acordar, caminhadas, mergulhos, esquecer que os dias têm data, contatos, controlo ou obrigação de prestar esclarecimento, informação ou estar disponível – a isto eu chamo Verão – Férias!

 

É fácil descobrir que gosto de mar, arribas, rochedos, areia molhada e cheiro a maresia.

 

Da minha gente (pouca), do meu espaço, do meu tempo, da minha liberdade e da minha orientação sem tarefa agendada ou programa por conveniência, muito menos por imposição.

 

Gosto do almoço com uma salada simples e bem apresentada, na esplanada de um bar que pode ficar junto ao mar, ao rio, ou com vista sobre a serra. Da tentação consentida de uma fatia de bolo com recheio ou um gelado adornado num jantar serôdio, rematado no saborear de uma chávena de café cremoso servido com cortesia. E assim, dou o dia por bem usufruído.

 

Mas gostos não se discutem, nem todos pensam como eu.

 

Madalena gosta de acordar cedo para confecionar o farnel. De seguida, chama o seu Manel que atira com duas mãos cheias de água para acordar. Conduz remelado trinta quilómetros que os separa da praia onde começa a peripécia de estacionar a chafarrica. E depois lá vai, ainda meio enfezado, carregando: o chapéu-de-sol, o tapa vento, as cadeiras de praia, o saco com a marmita, o lanche para a manhã, para a tarde, o garrafão. Enquanto ela, segura o chapéu, o pareô e leva o saco com as demais tralhas.

 

Todos os dias, quase no mesmo espaço de areal, fazendo frio ou calor, lá estendem a toalha – cobertor - à espera do sol, em que tem dias joga às escondidas ou se mostra arrependido e tarda em aparecer, adiando-lhes o prazer de se sentirem como tostas com o queijo a derreter.

 

Assim são quinze dias consecutivos, isto porque não podem ser trinta – o patrão não dá autorização!

 

No fim da quinzena Lena gosta de desfilar no seu vestido branco, expondo o decote, orgulhosa da sua pele dourada, quase enegrecida, exibida como se fosse um troféu. Para ela foi mais uma vitória. Para ele cumprir o compromisso (um serviço). Aguentou mais um ano o sacrifício de esticar o pernil junto ao mar enfrentando com valentia os raios de sol ou o vento que chegou tantas vezes forte, ou não fosse ele do norte, e desabafando algumas vezes um pouco alto demais:

 – Qual foi a maldade, mereço eu tal sorte?!

 

Mas é pela tardinha, antes de regressar à estrada, enquanto saboreiam com gosto cada um o seu gelado, que ele nota encantado como a Lena está feliz. É vê-la de gelado a derreter e a fazê-lo desaparecer com gula e com prazer, enquanto o dele se desfaz mais de deleite porque se esquece e se perde no olhar cor de mar da companheira que traz o sorriso salgado, mas rasgado como se voltasse a ser gaiata ou mesmo petiz.

 

 

04
Mai 12

Do trabalhador ao político...

Do advogado ao juiz...

Do polícia ao ladrão...

Do dirigente ao jogador...

Do treinador ao comentador…

Do paciente ao doutor...

Da realidade ao talk show

 

- O nosso país é uma anedota em que a vontade de rir deixa muito a desejar.

 

Consulta de ortopedia marcada pela médica de família no hospital público.

Entro, cumprimento um Ser com má cara.{#emotions_dlg.snob}

Exponho os exames que tenho em meu poder e fui recebendo em troca uns grunhidos (tipo roncos de azia).

Aguentei o primeiro embate...

Aguentei o segundo...

Ao terceiro, olhei-o de frente e perguntei delicadamente:

- Desculpe doutor, por acaso está zangado comigo, ou fiz algo que o aborrecesse????{#emotions_dlg.serious}

 

{#emotions_dlg.amazed}SURPRESA!!!{#emotions_dlg.amazed}

 (Parece ter descido à terra)

- Não, consigo não{#emotions_dlg.blushed}.

  Mas é que tenho 26 doentes (abanando uma folha A4) em lista e ainda os curativos...

- OK! Desculpe ter perguntado, pensei que a culpa fosse minha.

- Boa tarde e até....

ESPERO QUE SEJA NUNCA!{#emotions_dlg.brrrpt}

 

Dizem que temos o país e as pessoas que merecemos.

 

Não conhecia este médico, mas acredito que mereço ser atendida com cortesia e profissionalismo. Afinal, pago mensalmente para que ele desempenhe o cargo que ocupa no hospital. Não tenho culpa se está com mais trabalho e menos regalias.

Eu também não ganho o mesmo que o ano passado e nem por isso atendo os meus clientes como se fossem eles os culpados (mesmo sendo!).

 

25
Abr 12

07
Abr 12

Falamos de Páscoa, falamos de partilha, de pequenos gestos, pequenas mensagens e sem darmos por isso recordamos a aldeia, os amigos, os vizinhos. Paira por momentos um sentimento de nostalgia. Os cheiros das casas arejadas e enceradas. Os vizinhos que eram quase como um prolongamento familiar, tantos amigos de quem já perdemos contacto, lembranças boas deste ou daquele que nos marcaram enquanto crescíamos.

 

Embora seja época de Páscoa, partilho uma pequena passagem que me levou ao último Natal, porque aconteceu hoje.

 

Quase todos os anos desde que sai de casa, os meus pais passam cá em casa as festas de Natal. Na deles sempre foi tradição colocar os presentes do menino Jesus no sapatinho depois da meia-noite que só abriamos na manhã de Natal, e nós por cá, continuamos com a mesma tradição.

 

A imaginação deles para ofertar nunca foi muito criativa, mas nestes últimos anos é certo e sabido que cada um de nós "leva" com um par de meias para preencher o espaço do sapato. Quando o meu filho deixou de ser criança, passou a ter além das meias, um pequeno “complemento".

Portanto, para não fugir ao costume, uma vez mais tivemos direito "à muda", para acrescentar à colecção dos anos anteriores. Desta vez confesso que fui um nadinha mais bafejada pela sorte na escolha das minhas meias. Cresceram e transformaram-se nuns collants que por acaso este ano estavam na moda e até me agradaram.

 

Guardei-os direitinhos com a embalagem e como tinha outros fui usando até precisar substituir os mais antigos.

 

- Hoje foi o dia. O tempo estava frio e com vestido nada como umas meias novas e quentinhas para ficar mais confortável.

 

Abri o gavetão procurei a embalagem e abri-a. De repente saltou um pedacito de papel que pensei ser do cartão e pouco liguei. Foi quando arrumava já o lixo que me surpreendi com um envelope pequenino entre os papéis. Fiquei a pensar por momentos de onde teria aparecido “aquilo”. Mas foi quando o abri que desatei à gargalhada e me dirigi ao telefone para partilhar o meu achado com a pessoa que o tinha ali colocado carinhosamente escondidinho.

- Mãe obrigada. Encontrei hoje o envelope que me deixou pelo Natal no meio das meias.

Ela feliz sorriu e respondeu:

- Deixa lá. Agora passa a ser um presente da Páscoa…

 Pois é!... Minha mãe tinha enfiado "um complemento" nas minhas meias deste Natal e eu como não abri, recebi-o pela Páscoa.

 Ai Maria...Maria…Conseguiste que durante 3 meses não mexesse na tua dádiva.

 

- PORREIRO! Este ano as tuas meias foram mesmo muito especiais…

 

Mãe gosto de ti: por ti - por seres uma mulher doce – mas em especial por seres muito, muito nossa mãe.

publicado por DyDa/Flordeliz às 00:21
03
Abr 12

 

P- Qual o animal mais estupido que conheces?

R - Galinha.

P – Qual a carne mais consumida?

R - Galinha.

P - Tu comes galinha?

R - Como e sou estupido porque estou a comer sabendo que a galinha é muito estupida.

{#emotions_dlg.snob} 

Meus amigos:

Fica assim desvendado grande parte do mistério sobre a estupidez humana.

 

Por uns tempos tentarei usar esta desculpa para alguns "falhanços" - meus e quem comigo se cruza.

 

- A culpa não é nossa: é do "bicho" que é estupido!

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 22:14
23
Mar 12

Resposta à Lua

 

1. És Feliz como és? Mudarias?

Muitas vezes sou feliz e como tal não mudaria o que tenho como certo apenas por mudar.

2. Que objecto pessoal levarias se tivesses de te ausentar pra longe muito tempo e não te recordasses de onde és?

Não sou apegada a objetos. Sou apegada a afetos, a cheiros a sentidos. Acredito que reconheceria quem amo. Se isso não acontecesse, então nenhum objeto seria de importância suficiente para me orientar.

3. Se fosses um objecto qual serias e porquê? Não, não é animal, é mesmo objecto…))

Penso ter respondido anteriormente. Nunca seria um objeto. Quem me conhece sabe que seria impossível.

4. Se tivessem três desejos a escolher pelo senhor da lâmpada quais seriam?

Os que preciso para viver: Paz; Saúde; Harmonia familiar.

5. Se vos dessem a escolher um lugar de sonho qual seria?

Qualquer lugar onde possa estar bem com quem me rodeia e me ama, pouco me importa o lugar. E isso é um sonho realizado. Há minha maneira eu sou feliz – aqui, hoje!

6. Se vos pedissem para deixar de serem vos mesmos por um dia e fossem uma celebridade qual a celebridade que escolhiam e porquê?

Eu trancaria portas e janelas e esperava que o dia chegasse rápido ao fim. Gosto de passar despercebida. Não gosto de flashes, muito menos de ser abordada por gente que pensa que me conhece. Decididamente, não nasci para ser estrela de ninguém. Gosto de brilhar incógnita.

7. Quais são os vossos piores pesadelos?

A dependência física, a doença prolongada. Esse é o meu maior pesadelo. Medo de ser um fardo na vida dos que mais amo.

8. Conseguirias não vir à internet pelo menos uma semana inteirinha?...(Não, não é um dia, é uma semana ))

Sem Dúvida que seria capaz. Sou radical quando quero. Não fumo. Não bebo. Também saberia viver sem internet, embora me faça muita falta para trabalhar.

9. Se fosses uma pessoa rica e falo em termos económicos o que farias para ajudar alguém ou comunidade?

Nunca pensei ser muito rica. Acredito que encontraria forma de ajudar a comunidade sem dar muito nas vistas.

10. O que farias para mudar o mundo em 365 dias?

Acreditas ser possível uma só pessoa mudar o mundo num ano? Eu não! Seria uma gota no oceano, nem se notaria.

Mas gostava imenso que o mundo mudasse. No entanto há tanta gente e tantos pensamentos diferentes que o que é bom para mim, não seria de todo o melhor para o meu vizinho mais próximo, então…

11. Se usassem bulling contra vossos filhos/netos quais seriam vossas atitudes?

Tentar analisar o porquê e acima de tudo proteger.

Como? Complicado! Acredito que seja muito complicado. Talvez o mais importante seja continuar a incutir confiança e autoestima na criança perseguida. No entanto cada caso é um caso e teria de ser muito bem estudado e depois apoiado.

Não há receita ou prescrição em doses certas.

 

Resposta à Golimix

 

1 – Quais as cidades Portuguesas que mais preferem? Porquê?

Porto porque quanto mais conheço mais vou ficando encantada. Lisboa porque me seduz e porque sei que não conheço verdadeiramente, Paris porque me fascinou e me tenta ainda e Buenos Aires porque foi visita de uma noite e me deixou água na boca.

2 – Indiquem, por favor, um roteiro que me aconselhariam para férias, baratinho de preferência.

Há férias baratinhas? Basta sair de casa para começarmos a abrir os cordões à bolsa. Se descobrires aceito sugestões.

3 – Nota-se muito que ando à cata de locais para passar férias?

Nada. E também não notas o meu interesse no assunto, pois não?

4 – Qual a rádio que mais costumam ouvir?

TSF ou a Comercial

5 – Qual o livro que leram que mais se lembram? Porquê?

Mandingo. Porque era muito jovem. Porque me indignou.

6- Se ganhassem a lotaria, e ficassem ricos, deixavam de trabalhar? O que fariam?

Deixar de trabalhar, não propriamente. Mas deixava de fazer o mesmo. Gostava de experimentar algo diferente, sem medo do risco.

7- Porquê o título do vosso blogue? Para quem tem muitos o que eu escolhi para o inquérito.

Porque nasceu por impulso, porque foi aceite à primeira e depois não deu para mudar o que é uma pena, porque detesto.

8 – Se fossem um animal, qual escolheriam ser e porquê?

Gosto muito de animais. Talvez uma ave. Mas eu gosto de ser gente. Só em sonhos gosto de voar…

9 – Máquina fotográfica ou vídeo? Porquê?

Sempre máquina fotográfica. Primeiro porque obviamente nota-se que gosto de fotografia e talvez porque penso nos filmes de casamentos que nos obrigam a assistir e que só quem casou consegue ter paciência e gosto para ver até ao fim.

10- Escolham as pessoas que só conhecem no virtual para um jantar convívio com a criançada e tudo (para quem os tem, óbvio)? (Não precisam de me escolher, a menos que a sobremesa seja de chocolate, nesse caso são intimados a fazê-lo!! ;))

Não escolho. Não gosto de situações programadas. As que conheço são quase por mero acaso e á assim que pretendo que continue.

11 – Alguém sabe onde começou este BLOGO-INQUÉRITO?

Não faço a mínima ideia.

 

Espero que não levem a mal, não poderia deixar o repto sem resposta, no entanto não vou fazer perguntas uma vez que já o vi em vários blogs que costumo visitar e vai continuar a circular.

No entanto fiquei feliz por se lembrarem de mim.

Obrigada às duas,

{#emotions_dlg.blueflower}

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