a alma da flor
10
Fev 13

Este fim de semana assisti a este filme (estranho estar aqui disponível, agora senti-me roubada).

 

Recuso-me a comentar se é bom, se é mau, se tem qualidade, se... porque são "ses" que me passaram ao lado.

 

Fiquei presa ao drama e, de repente, transpus a tela vivenciando em suspense cada minuto.

É IMPOSSÍVEL não ficar preso do início ao fim e, mesmo depois das luzes se acenderem, ainda sentia o corpo tenso e o pensamento preso ao cenário de catástrofe como se a luta pela sobrevivência não fosse deles, mas minha, nossa, ou de alguém que conhecemos.

Perante os caprichos da natureza não somos nada. Absolutamente nada.

 

O cenário de belas palmeiras, mar azul e areia branca era em tudo idêntico aquando da nossa chegada a Cuba. Senti medo do que já passou. Medo e sorte. Sorte por o nosso desfecho ter sido muito mais feliz, muito mais divertido, mas...

 

- E se fossemos nós?

- Não fomos!

- Mas poderia....

 

Naquele cenário de horror e destruição, é praticamente impossível sobreviver, menos ainda lutarmos juntos (em família).

Mas...

- Às vezes o impossível acontece, para o bem e para o mal e das fraquezas fazemos força, e até o nosso medo é palavra de coragem e conforto para aqueles que estão ainda mais fracos do que nós.

 

Impossível é: ficar indiferente.

 

A sala estava lotada. Na fila de trás a juventude ria (talvez escondendo o nervosismo) e falava alto. Não gosto muito, mas suporto, tentando entender que nos excedemos em grupo, especialmente quando somos mais novos.

O que me deixa desiludida é que os jovens achem piada e aceitem que alguns colegas façam soar os intestinos dentro de uma sala de cinema por graçola - isso também me parecia ímpossivel, mas até isso acontece nos nossos dias.

 

Como diria um senhor de idade depois de escutar um jovem que se soltou à sua frente: "Quem o deu, que o coma!" (pensei o mesmo caro senhor){#emotions_dlg.secret}

 

09
Fev 13

O meu "patriarca" a conselho médico deixou de conduzir, para sua segurança, e de todos os que com ele se cruzam.

Durante algum tempo acedeu, não sem lamúrias e queixumes.

 

Esta semana segundo a "matriarca", resolveu voltar à linha da frente e passou a jogar ao ataque - conduzindo.

Hoje segundo as mais recentes fontes familiares, apareceu cá por casa. Por azar, eu não estava, ou melhor: ainda bem, para mim, já que não gosto que se arme em Fittipaldi, sozinho.

 

Ao fim da tarde via telefone tentava fazer passar a mensagem que não era boa ideia, que o médico não tinha dado autorização, blá-blá-blá, palavras deitadas ao vento, enquanto ele feliz, brincava com a situação e dizia:

 

- Mas tu não me queres receber em tua casa, é?

- Eu não estou maluco, sei muito bem o que faço...

- O médico não sabe, eu é que sei como me sinto…

- Vou a tua casa, pois quero conversar contigo. Eu não sou maluco...Posso ir?...

 

Minha mãe do céu, e agora que se responde? Só posso brincar também!

 

Comecei o assunto com voz séria e acabei à gargalhada. Nada do que tentei transmitir foi levado a sério o que me deixou verdadeiramente apoquentada quando fiquei a olhar para o telefone ao desligar.

Não sei bem como lidar com o assunto sem o melindrar, até porque um dos manos acha imensa graça o nosso pai andar na estrada já "entradote", mesmo sabendo que o mais seguro é dar-lhe largueza se o vir ao longe.

 

Mesmo antes de subir para descansar, passei os olhos no sapo e escutei as minhas próprias gargalhadas com esta notícia "Há material circulante na CP com mais de oitenta anos..."     {#emotions_dlg.sidemouth}{#emotions_dlg.happy}{#emotions_dlg.bunny}           

       

- É pá, afinal o meu pai até tem razão. Se com oitenta anos este material circula com pessoal dentro...

- Então, porque não pode ELE circular, se só anda ele e a sua Maria?{#emotions_dlg.confused}

 

 

Ainda bem que lê o jornal e quando chega a casa já esqueceu o que leu, se não...{#emotions_dlg.chucha}

 

Ó vida mais atribulada.{#emotions_dlg.angel}Este fim de semana a "coisa" não vai ser fácil, não vai, não.

{#emotions_dlg.blueflower}

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 01:13
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