a alma da flor
27
Out 11

Eu compro uma briga

Um amuo

Uma dor de cabeça

 

Eu compro um mal-estar

Um pesar

Que custa a passar

 

Eu compro o tédio

Sem remédio

Que custa a engolir

 

Eu compro um enfado

Uma chatice

Até mesma uma perrice

 

Eu compro um debate

Um embate

Chocando de frente

 

E no fim de somar

Ainda me sobra dinheiro

E volto a negociar

 

Com os meus cinco euros

Compro lutas perdidas

Escolhendo o vencedor

 

Nunca perdi uma aposta

Nunca me desfiz da nota

Porque sou o vendedor

E também o comprador

 

Inspirada? Não!

 

É mais incomodada:

Por ter sempre os mesmos cinco euros na mão

Medo de saber que os posso perder

Onde os devo esconder sem ser assaltada?!...

 

Porque eu:

Prefiro cinco euros na mão

Que uma mão cheia de nada

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 16:51
17
Out 11

  

Rosa,

 

Onde te perdi? De que me esqueci?

 

Que fado é este que me mantém presa a ti...

 

Procurando o que resta?

 

Mas o que nos resta afinal?!...

 

 

Vagueio,

 

na insónia dos meus pensamentos.

 

Descubro,

 

sensações de raiva contida.

 

A voz fica tolhida.

 

Porquê?

 

Não sei!

 

 

Rosa,

 

não quero descobrir.

 

Tão pouco me importa...

 

Saber que afinal,

 

me sobejam espinhos.

 

 

Rosa,

 

tudo se perdeu

 

tudo enfraqueceu

 

a beleza;

 

a brandura;

 

a verdade;

 

mesmo a

 

cumplicidade...

 

Esta, se um dia existiu,

 

cegou na sua própria vaidade

 

 

Rosa,

 

tu mais do que eu

 

acreditaste que - um dia

 

um dia - seria uma eternidade.

 

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 00:01
13
Out 11

Já me tinha esquecido de que o ser humano é vingativo (tenho má memória ou defendo-me esquecendo do que é feio, mau ou não presta).

 

Tinha-me esquecido que existes.

 

Mas chegaste de novo até mim com falinhas mansas. Começaste por falar em doutores e engenheiros, comendadores e solicitadores para que me recordasse ou sentisse que és pessoa de bem, pessoa bem relacionada - mesmo que continues a viver apenas de expediente.

 

Eu conheço-te. Eu sei como és frio, calculista, maquiavélico e manipulador. Sei que jogas uma cartada escondendo um outro baralho na manga pronto a usar. Sei que guardas e arquivas o que cada um de nós pensa ser normal e que mais tarde usas em teu proveito fazendo com que quem te rodeia pareça lixo de sarjeta, porque não sabemos, ou melhor, não queremos ser como tu - lixo que nunca virá a ser reciclado de tão contaminado que és!

 

Sempre te servi - nunca te respeitei. Sempre cumpri contigo - nunca te admirei. Sempre acatei as tuas ordens - nunca com elas estive de acordo.

 

Tive de esquecer as minhas regras, os meus valores, as minhas convicções. Contigo descobri a falsidade, a mentira, a promiscuidade, a corrupção física e até a intelectual. Para ti tudo era um jogo que acabava de forma combinada por virar sempre em teu proveito.

 

As horas!…

Ai como foram tantas as horas que perdi e roubei a mim e aos meus para te escutar: a vangloriar, a construir castelos sem alicerces, a contar vantagem enquanto ias colocando este contra aquele, e o outro contra os dois, enganando-me, mesmo sabendo que eu não acreditava no que me contavas e que descobriria que farias o contrário do que apregoavas mal virasse costas.

E porquê? Porque és um ser mesquinho. Invejoso. Desconfiado, vil e principalmente - mal formado.

 

As pessoas idolatravam-te porque prometias o que não tinhas. Fantasiavas usando quem te rodeava para que não fosses o único pecador ou então o único responsável pela derrocada.

 

Eu tinha-me esquecido de ti, novamente descobri que saber de ti me continua a fazer mal. Hoje mais do que ontem sei que - continuo sem te respeitar.

 

Nunca saberás que falo de ti. Mas precisava respirar fundo e deixar sair o que durante estes anos me fizeste sentir.

- E o que sinto afinal?!...

  Triste, muito triste por ter encontrado um dia uma pessoa tão feia.

- Eu nunca serei como tu. Nunca.

{#emotions_dlg.confused}

 

 

 

10
Out 11

Mais uma vez venho falar de amigos do alheio e situações caricatas{#emotions_dlg.clown}

 

 

Homem e mulher estacionam viatura frente a drogaria.

Não tendo intenção de demorar, homem deixa chave na ignição, enquanto mulher aguarda dentro do carro.

No entretanto, mulher pensa nos seus pintos e recorda a falta ração. Sai apressada e entra na drogaria também.

Pouco depois regressam os dois, ainda a tempo de ver jovem loura de casaco laranja sair de um outro carro, enfiar-se no deles, e de seguida arrancar, deixando no ar uma bela fumarada.

Por momentos, olham atónicos para um lado... E para o outro... pensando ser engano. Mas não! Era mesmo o seu carrinho, a “voar-lhes das mãos”.  Pouco tempo decorrido desde o insólito que acabavam de passar, têm a "sorte" de encontrar um carro patrulha, com "ditos" polícias, e fazendo sinal, mandam-nos parar, na esperança de que os ajudassem a recuperar o seu estimado veículo.

E é assim, que o homem muito nervoso, começa a explicar o sucedido, em que o ladrão (ladra no caso) seguiu na direcção de V.N. de Famalicão fazia pouco tempo, e…

E...., o polícia interrompe-o calmamente para lhe dizer: "vá apresentar a sua queixa à esquadra." (Diga-se de passagem que o homem se encontrava agora forçosamente apeado e a 10 kms de distância da mesma).

Furioso com a inépcia, e mais que impaciente, o desgraçado barafusta revoltado:

- O senhor está a escutar o que lhe estou a dizer, senhor polícia (grande filho de mãe duvidosa!)?! Por acaso está a prestar atenção?!?!?!?

Eu disse-lhe que acabaram de me roubar o carro! E até lhe indiquei a direcção. E em vez de me perguntar a matrícula, o modelo e a cor do dito para avisar as patrulhas de Famalicão, manda-me para a esquadra apresentar queixa EM PAPEL?... Isso tenho tempo de fazer que o impresso não foge! (quem fugiu foi o carro!) Avise mas é os seus colegas do que lhe estou a dizer!

Toing!!!!! {#emotions_dlg.evil}

 

 

Polícia com excesso de zelo na profissão, não é bom para alguém que acaba de ser roubado.

Talvez mais acção e menos burocracia e as coisas funcionassem menos mal no nosso país, não?

 

 

Pois!...{#emotions_dlg.amazed} Só faltou foi ao Senhor Agente dizer: Não sabe, o senhor, que não se deixa o carro aberto e com as chaves lá dentro?? - Devia ir preso por negligência!{#emotions_dlg.sidemouth}

 

Há horas de{#emotions_dlg.ok}e outras que são horas do{#emotions_dlg.evil}

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