a alma da flor
29
Jun 07

Ainda tenho dificuldade em acreditar…
Alugamos um apartamento num daqueles modernos empreendimentos, que até lojas têm, ombreando com os centros comerciais. Mesmo em frente à nossa porta existia uma perfumaria que, por sinal, era pertença da dona do prédio.
Com muito sacrifício e dedicação, lá fomos conseguindo decorar aos poucos, conforme podíamos, a casa onde pretendíamos morar e começar uma vida a dois, assim que casados.
Moldamos o quarto a nosso gosto. Idealizamos criteriosamente as cortinas e o edredão. Depois de tanto vasculhar, encontramos tapetes a condizer perfeita e harmoniosamente com o ambiente, e o resultado foi melhor do que alguma vez havíamos sonhado. Estava sublime e perfeito.
Embora o dinheiro não fosse muito, para a sala compramos uns sofás lindos, ousados no design, diferentes na ligação das cores, mas definitivamente ilustrativos e condizentes com a nossa personalidade. Perdemos a cabeça e escolhemos uma televisão com um ecrã enorme que, ironicamente, ou não, teve um preço proporcionalmente exagerado.
Na cozinha tivemos que de fazer algumas restrições pois o orçamento não era elástico. Optamos por algo simples, mas prático, que nos fornecesse o necessário conforto.
Conseguimos ainda outra vitória mobilar um segundo quarto, com menos requinte, mas com muita alegria visual.
Quando olhamos para o resultado final, achamos que tínhamos conseguido exactamente o que pretendíamos, mas, infelizmente gastamos dinheiro a mais e fomos forçados a esperar algum tempo para realizar o resto do sonho: Casar!
O contrato de arrendamento já estava acertado, mas como queríamos habitar a casa só depois do casamento, acordamos que não a usaríamos até lá, deixando de a ir visitar. Lá fomos vivendo o nosso dia-a-dia, esperando ganhar um pouco de fôlego para as despesas seguintes, orgulhosos do que havíamos conseguido.
Os meses foram passando e um dia por acaso entrei na perfumaria. Escolhi o que queria e, de repente, tive a impressão de ver alguém a sair da porta do MEU apartamento. Olhei a funcionária que me reconheceu e retribuiu um olhar encabulado. Paguei, e saí sem nada dizer, mas com ar atarantado.
Quase me esbarrei na pessoa que entrava, a Mónica, minha sobrinha, que me viu com um ar pouco ortodoxo e imediatamente me perguntou:
 -Tia. Que tens, o que se está a passar?
Contei-lhe a dúvida que me tinha assaltado, ao que ela me disse:
 - Tiramos já isso a limpo!
Entramos de novo na loja, começamos por ver alguns produtos e reparamos que a empregada estava nervosa, muito atrapalhada sem saber o que fazer. Nem sequer se dirigia a nós. Pelo menos essa foi a impressão com que ficamos…
- Que achas? - Perguntei eu à Mónica.
Ela respondeu:
- Estranho… Costuma ser tão atenciosa, vou meter conversa!
Quando nos aproximamos notei que corou, mas dirigindo-se a mim disse:
- Sei o que viu, e não posso esconder mais, pois, é verdade e não concordo!
Mais confusa ainda, retorqui:
- Mas de que é que está a falar? Eu tive a impressão de ver alguém sair do meu apartamento há pouco, é isso que está a dizer?
Cada vez mais corada, respirou fundo e completou:
- Como deve compreender eu sou empregada e não posso falar da minha patroa mas, … acho que deve ver o que se passa, desculpe mas não posso dizer mais nada!
Olhei para a minha sobrinha com ar incrédulo, sem saber o que fazer. Saímos procurando perceber o que nos estava a tentar dizer.
Depois de muito matutar, combinamos encontrar-nos de novo depois de jantar e visitar a MINHA casa.
O dia custou a passar. Não falei a ninguém. Perto das nove da noite lá me encontrei de novo com a minha sobrinha à entrada do bloco de apartamentos. Sentia o coração um pouco apertado.
Quase nem falamos. À porta do prédio, olhamos uma para a outra espantadas, parecia haver luz, e até barulho de um televisor ligado algures. Trocamos olhares, a minha mão tremia. De repente ela pegou na minha mão e tirou-me a chave. Meteu-a na ranhura, ouvi o trinco rodar e a porta a escancarar-se.
Todo o apartamento era vida. A sala estava atolada de roupas depositadas pelos móveis, alguém via TV de pernas dobradas no meu sofá. Nem para nós olhou como se fosse normal entrar e sair gente. Ao fundo da sala, uma senhora cosia roupa na minha máquina de costura com uns óculos enterrados ao fundo do nariz.
Fomos entrando e, na minha cozinha, os pratos e panelas amontoavam-se com restos de comida por lavar, lixo pelo chão. Uma balbúrdia!
Mais dificuldade ainda tinha em entender como era possível alguém falar no quarto! Não uma voz, mas várias! Fui seguindo pelo corredor e encontrei raparigas numa amena cavaqueira. Os meus olhos estavam arregalados de espanto: a minha cama; a minha roupa; as minhas coisas! Como era possível?! Que se passava?! Que estava a acontecer?!
Não conseguia pensar, agarrei-me com força à Mónica que me seguia com um ar também incrédulo e aparvalhado, sem entender nada.
Voltei à sala e a mulherzinha finalmente se dignou levantar o nariz da máquina, olhando vagamente para nós. E… foi aí quando me reconheceu que fez um olhar comprometido.
 Pois era a minha senhoria, a pessoa a quem eu pagava a renda mensalmente do prédio que tinha alugado, onde eu tinha pensado habitar, onde eu e o meu namorado, tínhamos depositado todas as economias que tínhamos e algumas que não tínhamos, e que estávamos a pagar.
Olhei de novo à minha volta. Os sofás que eu escolhi não podiam ser aqueles sem cor, cobertos de nódoas.
Recuperei a energia e perguntei-lhe o que se passava! Porquê? Como explicava?
Ela respondeu com ar manhoso:
- Já que não o usava, dei-lhe uso para quem necessitava! Deixo as pequenas ficarem cá e dividem a renda.
 - Com que direito?! - Perguntava eu! - Com que direito?! Se eu pago, se eu tenho as minhas coisas, se eu...se eu...
Virei as costas furiosa, revoltada, cara fechada, rosto apertado pela raiva, sem saber o que fazer.
Regressei a casa, estava completamente amuada e sem recursos para ripostar.
Enfiei-me no chuveiro e a água quente que corria pelo meu corpo, acalmava-me e retemperava-me as forças.
De repente, abri um sorriso largo e soltei uma forte gargalhada. Estava irritada com um estúpido sonho.
Afinal nada como um duche para acordar! 
É nestas ocasiões que se aplica a expressão:
“E depois bateste com a cabeça na mesinha-de-cabeceira e acordaste!...”
 
 
 
 
publicado por DyDa/Flordeliz às 01:26
sinto-me: aliviada
28
Jun 07

Todos temos momentos de parvalheira, uns dias mais fortes que outros.

Pois é! Segunda foi o meu dia de eleição. Daqueles dias em que deveríamos ir dormir mais cedo, deitar, fechar os olhos e adormecer rapidamente .

Mas,... porque,... tem de haver sempre um mas?!

Não deitei cedo e resolvi inventar! Fazer de conta que ainda sou criança, que posso fazer o que me dá na telha e brincar às acrobacias.

Ideias... torcidas!

Torcidas as ideias e EU! Que me dei mal!

Agora ando para aqui empenada e a picar o (V), daqui a pouco parece um regador cheio de buracos.

Foi insuportável a noite que passei no corredor da urgência do hospital, que saudades da minha caminha, do silêncio, da paz e das palavras de carinho de quem afinal gosta e se preocupa connosco.

As horas não passavam, o cansaço, as dores, mas especialmente o movimento de vai e vem de quem lá trabalha e parece nem notar que lá estamos, e que, apenas uma palavra ou um sorriso são melhores que mil analgésicos.

Compreendo que é um trabalho, nada mais que isso, mas custa imenso sentirmo-nos sós, ou até abandonados.

Engolimos a tristeza, os ais, os uis, a solidão, esperando com ansiedade  que nasça o dia e alguém tenha a coragem de se fartar de nos ver depositados num qualquer corredor e nos envie para casa.

Mas, porque me meto em sarilhos? Porque teimo em fazer asneirada?

Talvez, porque a vida é feita disso mesmo e eu detesto a rotina e as coisas certinhas e as convencionais e pronto... de vez em quando lá estou eu metida em sarilhos!

Pior... O corpo é que paga!

Mas compensa, ver o carinho de quem gosta de nós, a atenção, a dedicação (claro que dispensava as dores e o mau estar).

 

Ver o meu amigo vir de tão longe para me ver!

Ups ,...Grande amigo mesmo!

 

Que bom ver-te, não gosto de te preocupar, não mereço tanta atenção, mas juro que me surpreendeste e  me fizeste imensamente feliz..

O meu dia ficou preenchido e muito mais rico.

És especial e por isso agradeço ter um amigo como TU.

Milhões de vezes sim, sim, OBRIGADA.

 

 

 

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 01:19
sinto-me: Dorida mas bem disposta
música: Estás aqui eu sei
25
Jun 07

 Muitas vezes, abrir mão da
 eternidade, leva-nos
 inevitavelmente, ao sofrimento
entretanto, é melhor sentir
 dor, amor, frustração,
ternura, decepção,
carinho, cumplicidade,
do que passar  uma
eternidade inteira,
sem tê-los!
Imagem retirada da Internet
(...)Olhei-me, atentamente, pela primeira vez
e vi-me como, realmente, sou…
olhei-me sem hipocrisia…
sem máscaras…
sem desculpas…
desnudei-me de mim mesma…(....)
- Todos os dias, para mim mesma! Mas nunca poderei ser feliz,
obtendo-a na tristeza dos que me rodeiam!
Felicidade:
É um olhar
Um sorriso
Um aperto de mão
Um toque no cabelo
Uma lembrança
Um momento
O respeito pelo outro
O ar que respiro
Ou um simples suspiro
publicado por DyDa/Flordeliz às 01:47
sinto-me: Melancolia, não tristeza!
música: letra de uma das musicas do filme "cidade dos anjos"
22
Jun 07

O dia está cinzento, a minha vontade, a minha força e a maneira como me sinto, está ainda mais carregado que a cor do próprio dia.

 

 

Detesto o som do telefone!

 

Porquê?! Não sei!

Trauma? Talvez!

 

Ou será porque me dói a cabeça, não me apetece falar, a voz custa a sair e a paciência está a léguas de distância, e assuntos corriqueiros sejam um sacrifício para quem apenas tem vontade que se esqueçam que: -Esta aqui ainda existe? É do pior!

 

Quando a noite foi uma luta entre a vontade de dormir e a dificuldade em respirar. E quando por fim desfalecemos de cansaço...

O som estridente e repetitivo do aparelho  teima em perturbar o silêncio conseguido ao fim de tanto sacrifício ...

 

E entender? Ou ter capacidade de responder à voz do outro lado da linha que nos solicita o assunto mais idiota do mundo, transformando-o em importância vital de sobrevivência para a humanidade?

 

Bendita ideia, de ainda não terem colocado a porcaria das imagens, na porcaria do aparelho!

 

Maldita ideia a minha, de não tirar o som do aparelho fixo cá de casa!

 

O telemóvel ninguém o ouve! Se quiser fazer cócegas nas pernas durante o dia ainda vá lá, pois de noite fica mudo e quedo aguardando um novo amanhecer.

 

Mandem mensagem carago, assim só as abrimos se nos apetecer, e responder até tem tempo, pois as palavras escritas não perdem validade.

 

 

OK, estou muito chata! Mas afinal, até nem estou a tocar nenhum objecto barulhento nem nada...

 

 

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 12:28
sinto-me: Reclamar
21
Jun 07

Não consigo dormir, a garganta arde, a cabeça lateja, o sono está longe de me vir presentear com um descanso abençoado, que me aliviaria este mau estar em que me encontro.
Desde manhã que acordei a sentir-me doente e estranha. Nem o reboliço provocado pelo “puto da Amélia”, que verdade seja dita deve ter herdado a genica da mãe ou então as baterias são inesgotáveis nas pernas e na língua como a da progenitora, me conseguiram animar.
Fiz um esforço para me abstrair deste mau estar e me concentrar no trabalho, sendo interrompida pelos passos miudinhos e apressados deste miúdo cheio de frenética alegria e energia, que mesmo em dia “não” me foi arrancando sorrisos “amarelos” de quando em vez. Não pela má vontade, mas pelo estada de “desgraça” matinal em que me encontrava.
- Se há coisas que adoro na vida são crianças, por elas me perco e me derreto esquecendo-me do que me rodeia.
Chegou a hora de almoço com o ritual de sempre. Nariz fora da porta, piscar de olhos por falta de hábito à luz natural.
Entrar no mesmo restaurante, as mesmas pessoas, os mesmos cheiros, os mesmos sons, a mesma mesa, as mesmas piadas e até as mesmas perrices se repetem.
A reclamação diária dos mais novos: - A sopa não presta!
Fartos de um prato insípido de um creme esverdeado que até a mim me vai criando e crescendo um sentimento de rejeição.
Seguem-se as travessuras comentadas pela juventude um tanto irreverente a chegar ao limiar da má educação, mas…
E o serviço?
Sendo um atendimento do tipo caseiro, que se por um lado nos agrada por ser personalizado, outras nos desespera, no tempo gasto com batidinhas nervosas de dedos no tampo da mesa, por ver as horas a passarem rapidamente.
Até nos sugerirem uma qualquer ementa de pratos sem escolha que já conhecemos dos dias, semanas, meses que se vão repetindo até à exaustão e o estômago que se vai recusando a aceitar sem reclamação.
E de novo é o regresso ao local de trabalho, fecha-se a porta e o mundo fica lá fora. Eu e o PC horas a fio.
Da minha janela nunca sei se chove, se está sol, se está frio ou calor. Já pouco me importa!
E é quando o dia acaba que a nostalgia de uma vida enclausurada se abate tomando conta de mim.
Cá estou eu, no silêncio da noite!
Eu, quando quase todos dormem, a minha mente fica alerta, com vontade de sair à rua, procurar o Sol que não vi, o ar que não respirei, a vida que desperdicei.
Afinal em vinte e quatro horas, só tive cinco minutos de luz na viagem entre sair e chegar.
Sinto-me seca. O meu sangue não deve ter oxigénio e a electricidade estática deve estar dispersa pelo meu corpo, fazendo-me sentir alucinada e com dores de cabeça.
Queria ter coragem e correr lá para fora agora, encher os pulmões de ar, mesmo que alguém pensasse que fiquei louca.
E não estarei por acaso?
 
 
 
publicado por DyDa/Flordeliz às 03:48
sinto-me: adoentada
20
Jun 07

És e serás sempre a mais bela flor!

A tua doçura e beleza, são pétalas de ti própria.
A magia que libertas nos teus pequenos gestos,
Só têm igual ao aroma que brota de ti,
E do teu olhar de menina rabina.
Voa, fecha os olhitos e voa! Deixa o mundo das pessoas e sorri. Sente o teu sangue a circular em tuas veias, pois és tu, a passear dentro de ti sem amarras!
És ternura, és beleza sem limites, és tu FLOR DE LIZ ,amiga das horas impossíveis, dos momentos únicos de magia, que transformas a vida e cada dia, em algo bonito, por mais efémero que seja!
 
- OBRIGADA do fundo do coração, por tantas vezes me fazeres sentir Flor mimada e acarinhada. Quando neste jardim imenso que é a vida, me sinto perdida e me empurras de mansinho obrigando-me a encontrar o caminho. 
 
publicado por DyDa/Flordeliz às 01:18
sinto-me: pequenina, mimada, acarinhada
música: Flor de liz
15
Jun 07

Mulher imprudente!

Caminhas veloz ao sabor do vento à procura do mar.

Sonhas em ser livre em teu pensamento e também no olhar.

Largas as amarras e ficas perdida a fantasiar.

 

Incauta mulher!

Para ti é proibido tu sabes, tu vês.

O vento que sopra não o deves sentir nem o agarrar.

 

Volta ao teu abrigo

Paredes seguras

Janelas cerradas

Esquece a tristeza

Apaga-a do olhar

Esquece que um dia

A luz e o vento

Te fizeram SONHAR

publicado por DyDa/Flordeliz às 01:47
sinto-me: vazia
10
Jun 07

 

 

Quem dera pudesse eu sentir

Quem dera pudesse eu acreditar

MAS,... 

A realidade não é o que parece

A verdade não é feita de querer

 

O sentir são diferentes do poder

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 00:00
sinto-me: Calma
tags:
03
Jun 07

Oiço a tua voz terna

Em sussurro

Depositas palavras meigas

E sentidas

Que me aquietam a alma

Em reboliço

E o coração tantas vezes

Em alvoroço

OBRIGADA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 19:53
sinto-me: Obrigada
03
Jun 07

O dia está quente, abafado e o pensamento inquieto.

O Domingo vai passando mansa e penosamente , nada de novo, nada de diferente.

Estas paredes servem de muralha à  vontade de partir por ai, sem hora, lugar ou encontro marcado.

Aos poucos a tristeza abate-se sobre o rosto, transformando-o apenas no observador que sente a vida escapar-se, como se de um sonho apenas se tratasse.

Quero correr, quero viver, quero perder-me, quero sorrir, quero chorar, quero ser eu.

Mas não estou só, alguém precisa de mim e também se sente só, está sem força e precisa de um sorriso.

Guardo a melancolia e este estado de alma, e vou caminhando lado a lado procurando ser útil e tornar a existência de alguém um pouco mais leve que a minha.

 

- Mas sinto tanta saudade!

 

 

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 16:21
sinto-me: Domingo triste
tags:
02
Jun 07

Imagem retirada da Internet

 

PARECE QUE VAMOS TER UM POUCO DE SOL ESTE FIM DE SEMANA.

 

Que seja calmo ou com adrenalina.

Mas que saiba a Sábado e a Domingo.

Sem regras, sem horas marcadas.

AFINAL QUE SEJA "BÓPTIMO" - melhor que bom, melhor que óptimo.

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 16:17
sinto-me: Porque hoje ainda é Sábado
01
Jun 07

           

     Criança Desconhecida


             Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
             Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos.
             Acho-te graça por nunca te ter visto antes,
             E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança,
             Nem aqui vinhas.
             Brinca na poeira, brinca!
             Aprecio a tua presença só com os olhos.
             Vale mais a pena ver uma cousa sempre

             pela primeira vez que conhecê-la,
             Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
             E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.

             O modo como esta criança está suja é diferente do modo

             como as outras estão sujas.
             Brinca! pegando numa pedra que te cabe na mão,
             Sabes que te cabe na mão.
             Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior?
             Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.

           "Alberto Caeiro"

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 17:19
sinto-me: Criança
tags:
01
Jun 07

 

Não nos esqueçamos dos direitos das crianças

 

ARTIGO 1º
Todas as pessoas com menos de 18 anos têm todos os seus direitos escritos nesta convenção.

ARTIGO 2º
 Tens todos esses direitos seja qual for a tua raça, sexo, língua ou religião. Não importa o país onde nasceste, se tens alguma deficiência, se és rico ou pobre.
ARTIGO 3º
Quando um adulto tem qualquer laço familiar ou responsabilidade sobre uma criança, deverá fazer o que for melhor para ela.
ARTIGO 6º
Toda a gente deve reconhecer que tens direito à vida.
ARTIGO 7º
Tens direito a um nome e a ser registado, quer dizer, o teu nome, o dos teus pais e a data em que nasceste devem ser registados. Tens direito a uma nacionalidade e o direito de conheceres e seres educado pelos teus pais.
ARTIGO 9º
Não deves ser separado dos teus pais, excepto se for para teu próprio bem, como por exemplo, no caso dos teus pais te maltratarem ou não cuidarem de ti. Se decidirem separar-se, tens de ficar a viver com um deles, mas tens o direito de contactar facilmente com os dois.
ARTIGO 10º
Se os teus pais viverem em países diferentes, tens direito a regressar e viver junto deles.
ARTIGO 11º
Não deves ser raptado mas, se tal acontecer, o governo deve fazer tudo o que for possível para te libertar.
ARTIGO 12º
Quando os adultos tomam qualquer decisão que possa afectar a tua vida, tens o direito a dar a tua opinião e os adultos devem ouvir seriamente o que tens a dizer.
ARTIGO 13º
Tens direito a descobrir coisas e dizer o que pensas através da fala, da escrita, da expressão artística, etc., excepto se, quando o fizeres, estiveres a interferir com o direito dos outros.
ARTIGO 14º
Tens direito à liberdade de pensamento e a praticar a religião que quiseres. Os teus pais devem ajudar-te a compreender o que está certo e o que está errado.
ARTIGO 15º
Tens direito a reunir-te com outras pessoas e a criar grupos e associações, desde que não violes os direitos dos outros. 
ARTIGO 16º
Tens direito à privacidade. Podes ter coisas como, por exemplo, um diário que mais ninguém tem licença para o ler.
ARTIGO 17º
Tens direito a ser informado sobre o que se passa no mundo através da rádio, dos jornais, da televisão, dos livros, etc. Os adultos devem ter a preocupação de que compreendes a informação que recebes.
ARTIGO 18º
Os teus pais devem educar-te, procurando fazer o que é melhor para ti.
ARTIGO 19º
Ninguém deve exercer sobre ti qualquer espécie de maus tratos. Os adultos devem proteger-te contra abusos, violência e negligência. Mesmo os teus pais não têm o direito de te maltratar.

ARTIGO 20º
Se não tiveres pais, ou se não for seguro que vivas com eles, tens direito a protecção e ajuda especiais.

ARTIGO 21º
Caso tenhas de ser adoptado, os adultos devem procurar ter o máximo de garantias de que tudo é feito da melhor maneira para ti.

ARTIGO 22º
Se fores refugiado (se tiveres de abandonar os teus pais por razões de segurança), tens direito a protecção e ajuda especiais

ARTIGO 23º
No caso de seres deficiente, tens direito a cuidados e educação especiais, que te ajudem a crescer do mesmo modo que as outras crianças.

ARTIGO 24º
Tens direito à saúde. Quer dizer que, se estiveres doente, deves ter acesso a cuidados médicos e medicamentos. Os adultos devem fazer tudo para evitar que as crianças adoeçam, dando-lhes uma alimentação conveniente e cuidando bem delas.

ARTIGO 27º
Tens direito a um nível de vida digno. Quer dizer que os teus pais devem procurar que não te falte comida, roupa, casa, etc. Se os pais não tiverem meios suficientes para estas despesas, o governo deve ajudar.
ARTIGO 28º
Tens direito à educação. O ensino básico deve ser gratuito e não deves deixar de ir à escola. Também deves ter possibilidade de frequentar o ensino secundário.
ARTIGO 29º
A educação tem como objectivo desenvolver a tua personalidade, talentos e aptidões mentais e físicas. A educação deve, também, preparar-te para seres um cidadão informado, autónomo, responsável, tolerante e respeitador dos direitos dos outros.
ARTIGO 30º
Se pertenceres a uma minoria, tens o direito de viver de acordo com a tua cultura, praticar a tua religião e falar a tua própria língua.
ARTIGO 31º
Tens direito a brincar.
ARTIGO 32º
Tens direito a protecção contra a exploração económica, ou seja, não deves trabalhar em condições ou locais que ponham em risco a tua saúde ou a tua educação. A lei portuguesa diz que nenhuma criança com menos de 16 anos deve estar empregada.
ARTIGO 33º
Tens direito a ser protegido contra o consumo e tráfico de droga.
ARTIGO 34º
Tens o direito a ser protegido contra abusos sexuais. Quer dizer que ninguém pode fazer nada contra o teu corpo como, por exemplo, tocar em ti, fotografar-te contra a tua vontade ou obrigar-te a dizer ou a fazer coisas que não queres.
ARTIGO 35º
Ninguém te pode raptar ou vender.
ARTIGO 37º
Não deverás ser preso, excepto como medida de último recurso e, nesse caso, tens direito a cuidados próprios para a tua idade e visitas regulares da tua família.
ARTIGO 38º
Tens direito a protecção em situação de guerra.
ARTIGO 39º
Uma criança vítima de maus tratos ou negligência, numa guerra ou em qualquer outra circunstância, tem direito a protecção e cuidados especiais.
ARTIGO 40º
Se fores acusado de ter cometido algum crime, tens direito a defender-te. No tribunal, a polícia, os advogados e os juízes devem tratar-te com respeito e procurar que compreendas o que se está a passar contigo.
ARTIGO 42º
Todos os adultos e crianças devem conhecer esta Convenção. Tens direito a compreender os teus direitos e os adultos também.

 

Queria poder desejar FELIZ DIA a todas as crianças do MUNDO, no entanto todos sabemos que só algumas realmente terão um dia FELIZ!

Para as que nunca o conseguirão ser deposito um beijo vindo da "alma" embrulhado em esperança de me poder enganar!

publicado por DyDa/Flordeliz às 02:21
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