a alma da flor
31
Jan 13

Para mim serviu para desembolsar mais uns trocos em actualizações, formações e trabalho.

 

De resto? Nas empresas?

Se não me sentisse tão cansada e farta, acho que servia de anedota.

 

Começa assim a lei 11/2013 de 28 de janeiro:

"A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição o seguinte:..."

 

Em Portugal as leis são como os medicamentos, temos sempre de ler o "papelinho" para ver as contra-indicações.

 - Os MAS DA LEI.

A lei diz para se fazer, mas...

 

Atenção:

"Contudo, este regime pode ser afastado por manifestação expressa do trabalhador a exercer no prazo de cinco dias a contar da entrada em vigor da mesma, aplicando -se nesse caso as cláusulas de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho e de contrato de trabalho que disponham em sentido diferente ou, na sua ausência, o previsto no Código do Trabalho. Ou seja, os trabalhadores têm cinco dias a contar de hoje para informarem o empregador que pretendem que os subsídios sejam pagos como até aqui tinham vindo a ser pagos."

 

 

MAS que merda!!!! ? digo eu!!!!

É lei ou é referendo?!

 

Até hoje não tive uma única empresa em que os funcionários optassem pelo recebimento em duodécimos.

Mas também, se estão habituados a que lhes guardem dois meses do seu vencimento, para quê ceder à tentação de o gastar? Afinal agendaram o seguro do carro, os livros das crianças, as prendas de Natal, as férias...

 

E a entidade patronal está interessada em pagar desta forma?

Claro que não! Para quê pagar agora o que se pode pagar daqui a uns meses?

-É pá, somos portugueses. As empresas não nadam em dinheiro, certo?

- O país anda à rasca!

 

Claro que se me perguntassem a mim, não pensava duas vezes:

- Venham daí os tais duodécimos, ficam já deste lado este mês que eu sei guardar (ou gastar, a opção é minha), pois para o mês que vem, sei lá se o patronato se lembra de fechar o tasco e me vai deixar de mãos a abanar?!

 

 

Mas isto sou eu ando irritada e tive de dar à sola para ter esta "coisa" toda "xpto" a tempo e que não serve para nada, a não ser o trabalho de bater porta a porta (telefone na orelha) para obter a mesma resposta:

 

- Faça-se como nos anos anteriores!

 

Ok! Chefes!

 

Será como manda a lei, mas...

Optando pelo que mais interessa ao pessoal ou o patrão quiser.

 

Ó meus amigos, e ainda dizem que não temos liberdade?

 

- Eu não tive. Mas há quem a possa aproveitar e aproveitou.

 

Viva a pandega desta cambada de TRAPALHÕES que anda a brincar com os meus TOSTÕES.

 

Sim!Sim!

Eu ganho sempre o mesmo (quando recebo!), ninguém me paga pelas vossas ideias (igno)iluminadas senhores (des)governantes.

 

Agora querem uma listinha parecida com a que vai para a segurança social. Não serve a mesma? E não pedem lá para não incomodar?

- Percebi. A gente faculta.

 

E as facturinhas descarregadas até ao dia 25, mas com 48 horas de antecedência.

- Sim senhores, é já a seguir.

 

Se me é permitido questionar: Querem que debite a quem este merda, trabalho extra? Não estão a pensar que é aos meus clientes, pois não? É que eles não pediram nada. São vocês!!!!

 

Já sei, estão a diminuir aos funcionários públicos e nós fazemos o vosso trabalho de borla, certo? Claro. Nós ajudamos, enquanto vão almoçando à grande e à francesa (português não come assim, eu não como na vossa cantina) e antes de darem de frosques.

E se vocês se quisessem F@d€r???

Pois! Acho que não querem. Afinal, quem se F@d€ sou eu (e  os outros).

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Cada um é livre de escolher a forma como recebe uma vez que lhes foi dada essa oportunidade. Não estou a criticar a opção de cada um.

Critico o circo montado com uma lei assinada a 28 de Janeiro com efeitos a 1 de Janeiro que vem com 5 dias para o trabalhador manifestar opinião junto da sua entidade empregadora (Dizem até domingo, quando a maioria das pessoas trabalha até sexta). Como se fosse possível na nossas empresas o funcionário ter opinião (por aqui faz-se de conta).

Todos sabemos que os duodécimos são uma tentativa (quanto a mim de má-fé) de camuflar o aumento da taxa de IRS e a sobretaxa de 3,5%, passando o vencimento liquido ao fim do mês a ser (parecer) superior, dando até ideia de que o poder de compra aumenta.

 

E assim, vai o nosso Portugal, enganando-se a ele mesmo.

 

 

Ó minha querida mas é lógico que eles andam a tentar tapar os olhos. E sabes que mais? O pessoal tapa ara lhes fazer a vontade!

Como eu já disse hoje enquanto se falava no medo que estão a tentar, e a conseguir, implantar no meu serviço. Temos o que deixamos, o que queremos e o que merecemos!!
P&rr@!!! Quanto mais nos baixamos mais se nos vê o rabo!

Mas o pessoal tem que por comida na mesa e deixa-se dominar pelo medo.
O medo é a maior prisão qe existe!!!
golimix a 31 de Janeiro de 2013 às 19:15
Muitos argumentam que é preferível receber o subsídio todo junto, no entanto acho que esse entendimento só revela falta de bom senso. Se o querem todo junto porque não juntá-lo numa conta poupança no banco ou juntá-lo debaixo do colchão? Importa relembrar os mais distraídos que muitas empresas nem sequer pagam os subsídios aos trabalhadores e esta medida acaba por obrigá-los a pagar parte do que devem e que já vulgarmente deixam de o fazer com a desculpa da “CRISE”. Como exemplo deste procedimento temos a empresa ASSISTORRES, que por decisão do seu proprietário o “Senhor” PAULO TORRES, alguns trabalhadores têm em falta o pagamento dos subsídios de férias de 2010, 2011 e de 2012, para além ainda do subsídio de Natal de 2012. É óbvio que o pagamento do subsídio em duodécimos irá garantir aos trabalhadores uma pequena parte do pagamento a que têm direito.
Pedro a 4 de Fevereiro de 2013 às 17:00
Para que fossem aceites os subsídios de férias e de "natal", foram necessárias muitas e difíceis negociações entre as diversas entidades; sindicais, patronais e governamentais.
Não me parece que diluindo esses subsídios (ou parte deles) pelos doze meses seja boa opção para os trabalhadores.
Acredito que não serão necessários muitos anos para que se desvaneçam totalmente.
Noutros países não há? Pois não! Mas nesses outros países os ordenados não são os mesmos que em Portugal...
Quanto à trapalhada que este governo inventou, e que todos os dias renova, de nada servirá a não ser dar mais trabalho aos departamentos e elaboração de vencimentos das empresas e aumentar a possibilidade de errar (ou fuga) nas declarações de IRS.
Acho eu!

Beijinho!
Kok a 10 de Fevereiro de 2013 às 17:35
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