a alma da flor
08
Jun 11

Muitas vezes se ouve:

Fulano tem um “mal” ...

 – É hereditário!

Se fulano tiver má índole, será hereditário? (pergunto-me eu.)

 

Um casal teve três filhos e criou-os na mesma casa. Sentava-os a todos ao redor da mesma mesa. Alimentava-os a todos da mesma panela. Os ensinamentos e os valores foram transmitidos conforme o que lhes pareceu o mais acertado, e dependendo da formação que receberam eles também.

 

Depois de criados e, já adultos, cada um seguiu com a sua vida. Com maior ou menor sucesso. Com mais ou menos sorte. Mais ou menos empenho.

E todos conseguiram levar uma vida, “dita”, normal.

Cada um destes filhos teve um filho também. E assim o casal inicial passa a ter três filhos e três netos.

A vida vai seguindo. Os anos vão passando. A idade vai avançando. Os netos tornam-se adultos.

 

É aqui que a história e a hereditariedade vão para o galheiro.

 

Dois dos netos vivem normalmente o dia-a-dia. O outro vive como se só o dia de hoje contasse. Como se não houvesse obrigação de ser íntegro. Como se todos devessem ganhar para manter vícios e ânsias de riqueza que não existe hoje, nem nunca existiu. Onde cada palavra é usada para enganar, manipular e ganhar vantagem. Usando de estratagemas, filmes, novelas, lágrimas e mesmo doenças.

 

Uma vantagem ilusória que se queima como a cabeça de um fósforo.

 

Uma pessoa que vive de falcatruas deveria ser alguém de sucesso. Fazer render o que rouba, o que desvia, o que obtém de forma pouco transparente.  Fazer engordar o seu pecúlio e não ter de mendigar e voltar a bater nas mesmas portas com as mesmas histórias,  apenas introduzindo novos protagonistas.

 

A mim pesa-me a consciência quando sou infeliz numa palavra mal dita. Quando sou ingrata. Quando magoo sem intenção…

 

Teria este neto nascido sem a dita “consciência”?!...

Serão mesmo o RAIO das doenças hereditárias? Não poderia ter nascido este infeliz com a doença do BOM-SENSO, da LEALDADE, do VERGAR O GARFO e TRABALHAR?

 

Talvez fiquem confusos. É que eu sinto-me TARALHOCA. Portanto: Desculpem qualquer coisinha, sim?{#emotions_dlg.confused}

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 01:08
Sabes, muitas vezes eu penso nisso.
Como é que filhos de mesmos pais e com a esma educação saiem por vezes tão diferêntes?
Sim, porque conheço alguns casos.
Para mim só pode ter a ver com o feitio e caracter de cada um.
Beijinho
geriatriaaminhavida a 8 de Junho de 2011 às 08:52
Bom dia!

Eu chamaria de mau-caracter e mau-feitio.

Cada um escolhe um caminho. Escolher sempre o errado - é mau-feitio!
Beijinho
DyDa/Flordeliz a 8 de Junho de 2011 às 10:05
Amiga, a consciência não se herda... por vezes penso nestas coisas, sabes aquela história da borboleta que bate as asas no Japão e causa um furacão nas Caraíbas? Acho que aquilo que somos é o resultado de muitas coisas que vamos vivendo, muitas delas pequenas, insignificantes, mas cada uma com uma importância enorme.... e cada uma de ela nos afecta de forma diferente... somos aquilo que vivemos, e todos vivemos de forma e com intensidade diferente... por isso, no fim, todos somos diferentes... depois, há coisas e coisas e diferenças e diferenças...

Não fiz sentido nenhum pois não?

Beijinho
Jorge
Jorge Soares a 8 de Junho de 2011 às 09:09
Claro que fizeste. Assim como sei que fiz sentido com a confusão dos meus pensamentos.
No fundo o que nos confunde não é o que não entendemos.
Mas sim: O que OUTROS entendendo como nós, conseguem fazer que não percebem - CERTO ou ERRADO.

Um abraço

DyDa/Flordeliz a 8 de Junho de 2011 às 10:01
E agora aqui vai entrar a minha outra maneira de interpretar a coisa...pelo que tenho lido e estudado, nestas questões não se coloca o factor da heritariedade e sim o que cada indivíduo traz de vidas passadas.
Cada pessoa vem com uma missão, uns caiem nos mesmos erros e não evoluem, outros talvez porque noutra vida foram mais equilibrados, nesta têm a vida facilitada.
Cada um de nós faz as suas escolhas e tem sempre o livre arbitrio, se esse neto de que falas escolhe o pior, pois terá as consequências das suas acções.
E não me vou alongar mais porque senão fica mais que confirmado que tens uma amiga que não bate bem...mas que queres ninguém é perfeito.
Este assunto tem pano para mangas e eu só deixei aqui um cheirinho para não cansar e respeitar até, quem não pensa da mesma forma que eu.
sentaqui a 8 de Junho de 2011 às 12:48
Essas explicações podem ter lógica, podem?!...

O BEM; O MAL é fácil de ENTENDER mesmo sem querer saber se fomos cão, gato ou cobra em tempos IDOS... (Neste caso diz que foi muito rico(a) e lindo(a) mas muito infeliz - Não parece ter aprendido nada, pois só faz CACA.

O facilitismo com que certos indivíduos passam pela vida, não pode ser desculpada por ressabiamentos de vidas ou personalidades de outrora (acreditando ou não nessa TAL DE PASSAGEM).

O mal é feito hoje. Aos que cá estão.

Se assim não fosse Manu. Os ladrões. Os assassinos. Nunca pagariam por crimes cometidos, porque a desculpa seria: Talvez na OUTRA VIDA fossem mártires e estão agora a vingar-se de males vividos.

Ora...Vão trabalhar. Acordem para a vida em vez de serem lapas, carrapatos ou sanguessugas.


Ando sem paciência. Para gente REPELENTE.

Sou uma boazinha que tem pena dos necessitados, dos que têm pouca sorte. Mas que não desistem de batalhar e trabalhar.

Não dos que são manipuladores, abusadores e criminosos.

Esses, merecem porrada no lombo.
DyDa/Flordeliz a 8 de Junho de 2011 às 13:06
O caracter não se ensina, vem na alma. É aí que reside a diferença.

Beijinhos
Joana a 8 de Junho de 2011 às 18:58
Possas então alguém se esqueceu de abrir a porta a esta alma. Deixou-a negra, suja, interesseira e traiçoeira.
Teria sido erva daninha na vida anterior ?
Eventualmente essa alma em vidas anteriores deve ter sido algo parecido com "erva daninha" e infelizmente nesta vida está a repetir o mesmo padrão.

Beijinhos
Joana a 9 de Junho de 2011 às 12:45
Bem eu penso que a dignidade não é hereditária, ou somos ou não somos.
Há pessoas que nada lhes custa pedir e chorar e fazer pena, para conseguirem o que querem. Normalmente são pessoas astutas e muito espertas, burro é quem vai na conversa...
Beijinhos
Rosinda
Rosinda a 8 de Junho de 2011 às 20:18
Terás Rosinda já "rifado" assim alguém?

É isso mesmo: São astutos, inteligentes, manipuladores e escolhem os mais fracos ou velhos. Não necessariamente os mais burros. Mas os mais indefesos para usarem de cobarde chantagem.
Apresentam-se como mansos, carentes, frágeis até se sentirem contrariados.
Depois passam a agressivos e muitas vezes conseguem ser dominadores.
Conseguem fazer crer a quem é dominado que apenas está a ser bondoso com alguém a quem a sorte ao nascer lhe voltou as costas.

Afinal não é hereditário. Fico muito mais sossegada. Obrigada.
DyDa/Flordeliz a 9 de Junho de 2011 às 00:07
Olá Está provado cientificamente que o importa na passagem dos valores de pais para filhos incide apenas no primeiro ano de vida. A criança nasce com os seus valores já intrínsecos e poderá ser mudada alguma coisa no primeiro ano de vida, mas muito pouco. Por isso a história da hereditariedade normalmente não resulta

Beijinhos
onda_azul a 8 de Junho de 2011 às 22:23
É pena! Bem que eu queria agarrar-me a algo menos negativo. Ou que tivesse explicação para eu conseguir uma desculpa, mas assim?!...
Azarito
DyDa/Flordeliz a 8 de Junho de 2011 às 23:51
Pois! Talvez ainda venha um tempo em que à nascença o "teste do pézinho" mostre como vai ser esse ser e lhe possa ser administrada uma vacina de bom pensamento e atitude. Mas isso "cheiraria" a um apuramento de raça que já foi tentado e com resultados trágicos como é sabido.
Afinal os comportamentos diversificados e diferenciados fazem parte de um todo.
Os correctos e os desviantes. À que saber identificá-los e evitá-los por melhor camuflados que estejam. Porque não há um padrão definido os "habilidosos" são originários de vários quadrantes e a culpa acaba por ser dos genes defeituosos (?). Dizem!

Não tenho a certeza de que o que escrevi tenha algum sentido.
Acho que me baralhei, mas isso dever ser culpa de uma noite mais bebida que dormida.

Beijos, sorrisos e

§-estou a precisar de inté.
Kok a 13 de Junho de 2011 às 12:11
Já me esquecia de agradecer pela M-J-Luis e pela M.Azevedo! Adorei!!!
Kok a 13 de Junho de 2011 às 12:12
Olá Dida :)

Obrigada pelas lembranças que vais deixando lá no meu sítio :)
As coisas correram-me menos mal, mas chumbei na disciplina de Inglês :(
Tenho andado a estudar, já fui a um exame mas chumbei na oral. :(

Com respeito ao assunto do teu post, a minha opinião é que cada um de nós, independentemente das influências da educação e do meio, carrega uma herança genética. Em tempos, quando me aborrecia com o meu filho, fosse lá pelo que fosse, cheguei à conclusão que desabafar com alguém que não tem filhos, ou quando tem apenas um, é um tremendo erro. Os que não têm filhos como não sabem o que é ter filhos, estão convencidos que se os tivessem estes eram melhores do que os dos outros, pensando que seriam melhores educadores. Os que só têm um, no caso do filho ser bem mandado, também estão convencidos que a obediência do filho tem a ver com a educação que lhe deram que julgam irrepreensível. No entanto, os pais que têm, por exemplo, três filhos, já sabem que não é bem assim. Sabem que em parte é uma questão de personalidade, por isso se explica que um dos filhos até gosta de estudar, o outro já gosta bem menos, e o terceiro ninguém consegue fazer nada dele. Ora se os pais são os mesmos, se a educação é a mesma!
Beijinhos. :)
Milu a 13 de Julho de 2011 às 16:45
Pois é!... Vá lá a gente entender os "meandros" desta vida.

Bom saber de ti.
E nada de desanimar.
Beijinhos
DyDa/Flordeliz a 13 de Julho de 2011 às 18:05
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