a alma da flor
05
Nov 10

 

 

Uma porta entreaberta. Um jardim colorido. Árvores frondosas enquanto a hera trepadeira vai cobrindo as paredes. E…

 

Pela minha memória passam recordações da época em idade escolar. Muitas horas embrenhada no cenário imaginário dos livros de aventuras de ”Os cinco” – de Enid Blyton.

Li a mesma estória tantas vezes, sem nunca enfadar. Mesmo já a conhecendo e sabendo de cor como ia terminar.

Eram páginas repletas de mistério. De segredos. Locais e casas abandonadas. Tesouros escondidos em grutas e penhascos.

A “Quinta Kirrin”, onde vivia a Zé com os seus pais, a tia Clara e o tio Alberto, o cão Tim e os primos que chegavam e eram acolhidos com agrado pela família, durante as férias.

Esta quinta ficava próximo de uma ilha com praia de águas calmas.  

E muitas das aventuras acabavam nessa mesma praia com gargalhadas, jogos e corridas na areia e banhos no mar. Lembro-me, também, que costumavam ter como recompensa um belo e anafado cesto de lanche, com sanduíches frias, frutas, bolos e limonadas. 

Era tudo tão bem descrito que ainda me recordo de como na época me crescia a água na boca, apesar de desconhecer grande parte dos ingredientes que compunham a elaborada e recheada ementa que a autora falava, uma vez que, por casa, nunca tinha visto ou provado. Mas nada disso servia de empecilho ou me impedia de imaginar os sabores ou, ainda, de me “juntar” à aventura em que só no livro permaneciam “Os cinco”. No meu coração e desejo éramos, na verdade, “Os seis”!

Percorri cada labirinto e até me antecipei a decifrar as charadas, juntando-me alegre ao festejo e à celebração do final de mais um enigma resolvido e à continuação de dias de brincadeira passados ao sol.

Tudo isto, sem sair de cima da cama, de barriga para baixo e pernas no ar, já a sonhar com o livro cujo título era anunciado na última página do que tinha acabado de ler.

 

 

Talvez por ser uma porta em ferro antigo. Talvez por ter brasão. Talvez… Não sei, o porquê… Sei é que senti imensas saudades dos castelos encantados da minha infância.

publicado por DyDa/Flordeliz às 01:05
Olá Flor! Como me disseste daquela vez em que falei de Guimarães e de Sintra, é por qualquer coisa e não sabemos porquê se é do portão de ferro, do brasão dos castelos e sonhos da magia e encantamento de ser o sexto num grupo de cinco que vibra e vive tal qual esteja lá eu tb me sinto tal como tu assim. É qualquer coisa que mora dentro do peito e é tão doce e meiga que toma conta de tudo e nos faz ser assim. Um grande beijinho e um bfsemana .
FatimaSoares a 5 de Novembro de 2010 às 12:03
Há algo que faz despertar o "clic" e pronto.
Saltamos para dentro de um outro mundo. Criamos cenários e ainda viramos vedetas ou mesmo damos um "chega para lá" na protagonista e "pimba" ficamos com o papel principal ahahahahah
Não chegamos a casar com o principe, porque...
O telefone toca quase sempre nessa hora...
Alguém esquece o dedo sobre a campainha e nos impede de continuar a pensar...
Ou pior...
O cheiro a "turro" no fogão, que nos faz saltar do marasmo e despertar para a vida eheheheheh
Vês?
Deixei-me levar de novo pela fantasia.

Beijinho
DyDa/Flordeliz a 5 de Novembro de 2010 às 20:56
Eu adoro castelo encantados e confesso que ainda acredito na sua existência. Nem que seja porque existem nas histórias das fadas e eu considero-me uma fada. :P

Beijinhos e bom fim-de-semana
Joana a 5 de Novembro de 2010 às 18:57
Juras?
És a fada boa ou a fada má?

Não precisas responder: eu sei eu sei!
- FADA MADRINHAAAAAA

Beijokinhas
DyDa/Flordeliz a 5 de Novembro de 2010 às 20:58
Hahahaha... é isso mesmo! :D

Beijinhos
Joana a 6 de Novembro de 2010 às 10:46
Olá Flor
Agora fizeste-me recuar tempos idos em devorei todos esses livros, onde me embrenhava de tal forma, que podia cair o céu que eu não dava por isso.
Mais tarde o meu filho segui-me e também ele se deliciou com aquelas famosas aventuras dos cinco e dos sete.
E sabes uma coisa? Penso que actualmente os livros de histórias infantis , não têm o mesmo encanto dos de outrora.
Por momentos apeteceu-me entrar por aquele portão e descobrir o que está do lado de lá.

Bom fim de semana
Beijos
Manu
Existe um Olhar a 5 de Novembro de 2010 às 20:05
Ficarias encantada. Uma quinta fantástica. Com uma capela. Uma casa em linhas simples e arrojada para a época em que foi construída. Perto, mal se dá por ela, está rodeada de árvores e jardim. Só de um ponto alto como a cidade ela se vê. A quinta é cuidada, cultivada e tem produção de leite. É admirada pela enorme extensão de terra sempre lavrada ou semeada. Deixa todos quantos visitam o parque dos Carvalhais, sentam nos bancos do jardim, ou se recostam nas grades que mostrei estes dias (http://florbytesemmeemoria.blogs.sapo.pt/214177.html) deliciados com o verde (nesta época bem contrastado com amarelos e vermelhos) que se vê e que se une ao Monte de Nossa Senhora da Assunção - O monte que falo é o local onde tem terminado nos últimos anos a volta a Portugal em bicicleta.

A minha terra não tem mar. Tem verde, muito verde. E também é muito bonita.

Beijinhos


DyDa/Flordeliz a 5 de Novembro de 2010 às 20:31
Olá Flor!
Uma porta aberta é sempre um convite para entrar, ainda que seja no mundo dos sonhos e é tão bom sonhar...!
Um beijinho e bom fim de semana
Rosinda a 5 de Novembro de 2010 às 21:34
...e aqui podem entrar. Por isso a deixo sempre aberta para receber quem por aqui passa.

Bom fim-de-semana que parece ser de sol para animar.

Beijinho e tudo de bom.
DyDa/Flordeliz a 5 de Novembro de 2010 às 22:33
Um mimo, saboroso de fazer crescer água na boca.

Um beijo

Diamantino (O tempo que passa)
Anónimo a 10 de Novembro de 2010 às 02:23
Olá Diamantino.
Obrigada pela visita.
Gostei dos ramos da tua árvore.
DyDa/Flordeliz a 10 de Novembro de 2010 às 02:37
Está um mimo. Saboroso de fazer crescer água na boca

Um beijo

Diamantino
Damantito a 10 de Novembro de 2010 às 02:47
Ai Flor, eram os cinco, depois vieram os sete e as gémeas e os mistérios... Mas, efectivamente, os cinco foram insuperáveis...!
Bela recordação a tua... saudades...

P.S. E os livros do Patinhas? Bem, eram aos molhos... o meu personagem preferido era o Pato Donald... só podia, né?

Abracinho
Ametista a 11 de Novembro de 2010 às 23:36
E os que roubava da mesinha de cabeceira "ao mano velho"?
Caprichos. Livros de cowboys. Aos quadradinhos. Arlequins...
Marchava tudo às escondidas. Entre os livros da escola

Mas tens razão os cinco... era a loucura.
DyDa/Flordeliz a 11 de Novembro de 2010 às 23:49
Este texto bonito. escrever é uma terapia natural que nos ajuda não só para lançar luz sobre os problemas, mas também para superar
crema seno a 10 de Dezembro de 2010 às 14:24
Novembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Histats.com © 2005-2010 Privacy Policy - Terms Of Use - Powered By Histats
últ. comentários
Sim, muito sinceramente, agora as coisas estão bem...
Não lamentes.Não se perdeu grande coisa.Agora muit...
Lamento que tenhas este blogue abandonado...
É muito mais frequente do que parece este tipo de ...
Olá, bem-vinda.Óbvio que temos de ser cuidadosos. ...
Pois, os acidentes acontecem.BFDS
Nunca ninguém pode dizer que não lhe acontece.Todo...
Totalmente de acordo. Não sou mãe, mas entendo que...
Flor, não quis ser intrometida, mas sabendo que es...
Calma Miilay, não se preocupe eu estou bem. Juro.O...
Amiga, será que se desagregou mesmo???Desejo que a...
Momentos...Agarremos os que são bons, os outros......
Na vida nada é eterno ...Até uma boa música ou um ...
Paciente? Eu de facto vou algumas vezes ao médico....
Amigo, és um paciente.Haja pachorra para aturar as...