a alma da flor
16
Set 10

 

Gosto imenso de fotografia - Mas não de casamentos.

 

As fotos ficam pomposas e, quanto a mim sem expressão (pelo menos expressão natural).

 

Vai tudo à festa com ar engalanado, roupas esquisitas e cabelos penteados tipo árvore de natal.

Custa-me imenso passar os momentos (horas) antes da cerimónia e controlar o ar de enfado ou mesmo frete.

 

A realização de um casamento é como ir à missa ao Domingo: quem vai a uma é como se tivesse assistido às outras todas. Tirando um apontamento musical, ou uma leitura especial, não há nada de novo.

Depois do “nó” vem a parte em que aguardamos (im) pacientemente que se tirem fotos aos noivos. Agora já não levam um só fotógrafo, são dois e às vezes até três que se vão atropelando ou acotovelando “para apanhar o melhor ângulo”. Um pede para virar para a esquerda, outro para a direita, de perfil, sentados, deitados, a fazer o pino e na posição que o mais fantasioso se lembrar ou para satisfazer as taras que os noivos inventaram para se diferenciarem ao mostrar os seus álbuns relativamente aos seus amigos.

E quando não há mais imaginação e os lamentos e os “ais” dos convidados se começam a fazer ouvir, chega a vez de contribuírem com a sua “figurinha” para a foto. Ora de grupo, ora privada com os noivos.

Não gosto de almoços ou jantares de gala e muito menos das horas perdidas em volta da mesa. São pratos e mais pratos que vão circulando e me vão passando pela frente. Basta-me o cheiro da comida e o olhar sobre as travessas para me fartar e fazer perder o apetite.

Às vezes parece que estão a alimentar alguém que não comeu durante toda a semana anterior, com tamanha fartura e excesso de iguarias.

Detesto as conversas de circunstância com pessoas com quem nunca me tinha cruzado .

 

Portanto: Façam o favor de casar. Ser felizes e esquecer o meu convite.

Obrigada,

 

 

Uma nota à noiva.

Se for redondinha, um vestido do tipo “cai-cai” não a favorece e, no Verão, tente não usar biquíni com alça pois nota-se a marca: E a pele com duas cores não fica nada sexy no registo para a posteridade.

 

 

E agora perguntam:

Será que esta se casou?

Casei, sim!

Será que voltaria a casar de novo?

Claro que não!

E se nunca tivesse casado?

Casava, claro!Todos temos o direito a fantasiar e se possível realizar um sonho, nem que seja para ficar no álbum de memórias.

 

Podem ser boas...ou más as recordações, mas isso é outra estória.

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 18:55
Boa! Eu também não gosto de casamentos fui aos meu por não haver nada a fazer não é?[LOL E quem diria que não gostava? Repeti...Mas não gosto de tanta pose, de tanta conversa fiada de mais pessoas que não conheço de que gostaria e de tudo, tudinho o que aqui se diz. Até fico sem fome.Quanto aos conselhos que chatice já vem tarde (eu sou das cheinhas) mas guardam-se e adorei o post . Claro que as fotos estão muito bem. Beijinhos
FatimaSoares a 16 de Setembro de 2010 às 19:14
Olá Fátima
Tenho um convite para um casamento (e até sonho, ou será pesadelo?!).
Custa-me imenso dizer: não!
Mas ao ver estes noivos ganhei coragem para fazer apenas o que me apetece.
Com certeza vai ter tanta gente que ninguém dará por menos um.
Opções: é como casar, ou não casar.
Obgda pela visita
DyDa/Flordeliz a 16 de Setembro de 2010 às 19:29


Má língua... mas sabes uma coisa, adorava ser fotógrafo num casamento uma única vez, que me dessem uma máquina com uma lente digamos de 300..e andar por ali, com a máquina na mão.. a ver o que caçava.

Beijinho amiga
Jorge
PS: Já me esquecia.. concordo contigo, os casamentos são uma seca monumental
Jorge Soares a 16 de Setembro de 2010 às 20:30
Conhecendo-me como eu me conheço, ou as fotos eram tiradas quando me desse na real gana ou então...
Talvez vissem apenas a traseira da menina fotógrafa.
Deduzo que o casório não foi ali pois no fim partiram em comitiva.
Vieram aproveitar o cenário que nesse dia estava maravilhoso. Dei por mim a ser retirada do meu ponto preferido para não aparecer como aquele tipo do porto (o emplastro).
Obrigaram-me a esquecer o que restava do pôr-do-sol e com isso distraí-me a captar os dois "pastéis de nata" que se metiam um à frente do outro a ver quem tirava fotos mais artísticas, ou quem se metia mais vezes e atrapalhava mais quem.
Eu tive a sensação de estar a fotografar uma cena de um filme do tipo - O casal e os paparazzi.
Claro que eu era o outro, aquele que os apanhava mas não recebia "cachet"

Eu destes casamentos gosto. Olho só se me apetecer. Não preciso sorrir (logo borrato a maquilhagem eheheheh) Não pago. Não como. E viro costas quando me apetece.

É só vantagens, não achas?
DyDa/Flordeliz a 16 de Setembro de 2010 às 23:55
Pergunta:
Será que se casou?
Claro que sim.
Voltaria a casar?
Claro que não
E se nunca tivesse casado?
Ia casando

Esta foi para rir Flor. Partilho da tua aversão á pompa e exagero dos casamentos, acho uma fantochada. Muitos fazem uma brutal festarola e ainda ganham umas massas valentes que pode dar para uma belíssima lua de mel.
Tenho um filho que dificilmente se casará tão cedo e já me disse que se isso um dia vier a acontecer o fará na praia com toda a gente de calções e fato de banho, uns petiscos para poderem tomar banho quando quiserem sem haver perigo de congestões. Maravilha não achas?
Espero bem que ele mantenha esta ideia, poupo uns trocos e ainda me divirto.

Beijos
Manu
Existe um Olhar a 16 de Setembro de 2010 às 21:35
Oups
Pensando bem gosto da última parte da resposta.
Sempre se convive "casando"

Ora aqui está um casamento que dificilmente recusaria.
Pé descalço, água do mar e uns acepipes e bora lá a divertir.

Se pudesse ter umas palmeiritas ou uns coqueiros (pronto já sonho, e não me parece que seja com um casamento, mas com férias - tropicais).


DyDa/Flordeliz a 17 de Setembro de 2010 às 00:02
Bem então é assim, de verão não gosto de casamentos, é o calor, é o mau estar, é a sensação de não se tomar banho há seculos e a falta de apetite (casei no mês de Agosto )..... De inverno, é o frio, é ter que se andar com uma carrada de roupa e acharmos que nada vai ficar bem (fui a um casamento no inverno, acabadinha de parir ).... Depois é a seca em casa do noivo ou da noiva, segundo a confiança que tenhamos com um ou com outro, as fotos que nunca mais acabam e a gente a espera das top models que não ficaram bem naquela foto e tem de tirar, depois esperar que os noivos entrem na sala, que se tirem as fotos e por ai adiante..... resumindo e concluindo, não gosto de casamentos, não gosto de apanhar seca e tal como diz a Fátima, fui ao meu porque tinha mesmo de ir, porque se pudesse ter mandado alguém no meu ligar era o que teria feito .....

Bjs fofos
blogando-me1 a 16 de Setembro de 2010 às 21:39
Por momentos pensei ser a única que não gostava da "coisa"...
Afinal, há muitas mais!

Eu escolhi Março.
Quer dizer na verdade escolhi Fevereiro.
Mas a minha sogra teve um "treco" na semana anterior e o casório foi adiado para o mês seguinte.

Apenas se atrasou um mês o nascimento do caxopo. Em vez de nascer em Fevereiro, nasceu em Março.
Calma!
- Março do ano seguinte, nada de ideias. Que no meu tempo a gente só punha a mão e não espreitava ahahahahahahahah
Desculpa mas este assunto está a divertir-me imenso.

Um abraço
DyDa/Flordeliz a 17 de Setembro de 2010 às 00:07
Minha querida Dida!
Juro-te que ainda não tinha lido este post quando fiz o meu primeiro comentário, no qual abordei a questão da festa dos casamentos onde se estraga tanta comida! Aquilo saiu-me muito naturalmente, porque tem sido algo em que penso, aliás, eu penso muito nas coisas que observo.
Dida, se não dou valor ao casamento é tão só porque este acto me parece mais um pedido de permissão aos outros para que um homem e uma mulher vivam juntos sem serem falados ou apontados. Ou então uma vaidade bacoca. Noutros tempos até tinha alguma razão para existir, actualmente já não tem sentido, visto que quando o casal se casa, já está farto de ir para a cama, quer em casa dos pais da noiva, quer em casa dos pais do noivo e em todo o lado. Antigamente é que se namorava à janela, para que os vizinhos vissem que ali não havia aproximações demasiadas. Entretanto as mães destas meninas muito sérias, entretinham-se a espreitar e a caluniar as filhas dos outros, porque as delas, julgavam-nas muito seguras. Certo é, que muitas delas, casavam mas tinham filhos prematuros, com peso e desenvolvimento normal como se tivessem sido fruto de gravidezes de nove meses. O casamento já não garante nada, a não ser futuras dores de cabeça. Actualmente já não estamos para aturar certas merdas, quer se seja homem, quer se seja mulher! O futuro, que cada um cuide do seu, independentemente do outro elemento do casal, já lá vai o tempo em que, aquando de um divórcio, era sempre a mulher que ficava na merda, cheia de filhos, gorda e sem emprego, enquanto o marido se juntava com outra mais bonita, mais nova, mais magra e sem filhos! Quanto à situação de salvaguardar os interesses materiais, ou património, não serve de justificação para a necessidade de um casamento, principalmente nos tempos de agora.
Um beijinho.
Milu a 25 de Setembro de 2010 às 14:28
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