a alma da flor
03
Dez 15

"Quando o telefone toca"...

Normalmente é trabalho.

Outras, vendedores de sonhos.

Mas também há, as questões reclamações familiares?

 

- Olha, o ar condicionado só está a 22º graus...

- Certo.

- Errado.

- Errado como, fui eu que o deixei assim? Essa temperatura chega, quando muito mais um grau.

- Como chega, se o nosso corpo está a 36º graus?!

-.........................................

- Paciência de Jerico. Lembra-se de no verão estarem cá fora 28º graus e você reclamar que estava um calor insuportável? Pois é! Se colocar dentro de casa 36º graus, acredite em mim, não vai achar graça, vai sentir o verão dentro de portas.

- Insistência, impaciênciente. Mas, olha que o corpo tem 36º graus...

- Chiça, e ela a dar-lhe. O calor de corpo, não é bem igual ao da temperatura ambiente. Acredite, 22º graus, é o ideal.

- Pronto, tu é que sabes

 

 

Senhor, dai-me paciência. De aparelhos eléctricos ou electrónicos eu, não preciso. Afinal, só vieram para me complicar a vida.

28
Ago 15

 

"Casal esquece filha de três anos em área de serviço

Família só deu pela falta da criança 150 quilómetros depois."

 

Foi à mais de 40 anos e no meu caso só passaram 2 kms. 2 kms para o lado de casa e outros 2 kms para regressar a pé ao mesmo local. Quanto tempo? Menos de meia hora...

 

Na época, a família tinha carro mas não uma garagem para o guardar. Era um luxo e ficava trancado a sete chaves. Impensável, deixar que, ficasse ao relento na rua.

Bem, neste dia de que vos falo, tinha anoitecido no regresso de um passeio familiar. O pai conduzia, a mãe vinha no banco ao seu lado e nós os três, seguíamos no banco de trás. Do meu lado esquerdo tinha o mano mais velho, do meu lado direito o mano do meio e eu, pequerrucha, no aconchego dos dois, bem no meio.

Ali me encontrava, segura e amparada pelos dois. Como devem imaginar, não havia cinto de segurança e muito menos cadeirinha de criança. À chegada, o pai estacionou o carro na garagem que tinha alugado para o efeito. Pouco espaçosa e ainda menos iluminada. Cada um se apeou como pode para o seu lado. Trancaram as portas do carro, bateram a porta da garagem e meteram pés ao caminho em direcção a casa. Aos poucos foram estranhando o meu silêncio e tentaram encontrar a minha mão no escuro. Chamaram o meu nome e como não respondia, descobriram que, afinal, não me encontrava com eles.

Aflitos, conversaram sobre o que me poderia ter distraído àquela hora tardia, olharam uns para os outros e acabaram por descobrir o motivo de eu não os acompanhar. Afinal eu, não tinha saído como eles do carro.

Não poderia. Quando os manos saíram do banco de trás, cada um para o seu lado, pensaram que eu os tinha acompanhado e saído de um ou outro lado e os meus pais pensaram exactamente o mesmo que eles, que os seguia, como era normal acontecer. Enquanto eu, permaneci tranquilamente no banco de trás, ferrada no sono.

Acordei sobressaltada. Eles muito aliviados e lá seguimos todos para casa, rumo às nossas camas.

- Deixaram-me sozinha dentro de um carro trancado. Numa garagem às escuras. Não acordei. E se tivesse acordado…nem é bom pensar, seria um pesadelo.

 

Mas isto é negligência. Será?

Não aconteceu nada de mal. Poderia? Talvez?! Mas não aconteceu. Deveriam ser castigados por isso?

Eu, não fui abandonada. Fui esquecida. Foi descuido. Acontece. Não devia, mas aconteceu.

 

Lembrei-me desta história, porque 150 kms em auto-estrada é pouco mais que o tempo gasto nos 2 kms a pé, passa muito rápido.

A criança que ficou na área de serviço, não foi abandonada, pelo que li. Esqueceram-se de confirmar se seguia no carro junto dos restantes elementos. Confiaram uns nos outros. Regressaram logo que se aperceberam do falhanço. Preocuparam-se. Penalizaram-se...

Precisavam ser crucificados? Não é para nós, que estamos de fora suficiente a aflição desta família e a vergonha pública que passaram com a notícia?

 

Quem nunca falhou?

 

Detesto aqueles comentários parvos que circulam por aí, como se todos fossem pais e educadores perfeitos. Somos humanos e falhamos. Bom era que não, mas falhamos.

 

25
Ago 15

 

Eramos três, qual concerto de cordas afinado. Um tocava para aqui e os outros, tocavam sempre para o mesmo lado. Se por acaso uma nota fugia ou corda se partia, nem assim, se notava que o caldo podia ficar entornado.

 

Eramos…

 

Este tempo verbal que custa a aceitar e a engolir e me deixa atormentada.

Nada é permanente. Muito menos a cumplicidade. E a verdade? Essa, começa a ter defeitos, tal qual os jeitos que se dão e que, passam a meias verdades.

Saudades? Tenho. Do que construímos durante uma vida a tocar em conjunto, e hoje, vejo desagregar.

A união. Essa relação que nos fazia fortes. Impenetráveis. Julgava eu.

Ficamos uma espécie de conjunto. Dois, três, às vezes somos quatro. Não. Não é verdade. Somos três e mais um. Nunca chegaremos a quarteto. Ficará para sempre um que está ali, mas pode logo ir para outro lado. Quase como num espectáculo em que entra um artista, aquele, é um convidado.

- Acredita, tenho tentado.

Tentei, vou tentando ainda, e sei, que tentas também. Mas a afinação, teima em ficar descompassada. As pautas estão desalinhadas e tudo é feito de corre-corre, sem tempo ou espaço e falta a nossa harmonia. Ou era minha fantasia?  

Querença? Existe sim, ainda. A afeição natural, aquela que se toma, pega e despega sem pensar ou aquela que se dá e recebe sem se notar? Essa, vai perdendo graça e espaço. Não há tempo. Não há, não!

O nosso, sinto-o a esvaziar-se, está no fim e custa aceitar. Outros, tomaram o palco, se apropriaram e se vão posicionando. Ligam-se luzes, batem-se palmas, ouvem-se vivas. E quando erguemos a cabeça? Não. Não foram para nós. Estamos sós.

- É natural, eu sei que é.

Já te disse o quanto me aborrece o teu engano, o faz de conta de que é natural?

- Já disse sim. Sei que o digo muitas vezes. E sei, que sou culpada por sentir nos teus afagos as infrutíferas tentativas de me fazeres acreditar que farei parte da tua cena.

Foste a peça mais importante que um dia adquiri. Única. Perder-te faz-me sentir vazia e desalinhada.

Mas um dia, passa. Passa, mas hoje dói. Um dia esquecerei. Hoje não posso.

Sei que em outro dia tentarei lembrar e já não saberei por onde começar. Nesse dia, já não mais sentirei que me fizeste falta.

Estou triste. E sinto-me ainda mais triste por sentir a tristeza de o sentir. Gostava que me fosses indiferente. Assim pensei.

Hoje ao ver um filme chorei por nós.

Também eu te dei asas e tu voaste. E eu quero que voes. Foi por isso que tas dei e delas cuidei. Nunca tas tentarei cortar. Quero-te por inteiro. Não sei amar-te a meias.

Por isso te peço não me mintas, não me enganes. Não tentes dar-te pela metade. Não me chega. Dá-me pouco, mas que seja tudo com verdade.

 

03
Ago 15

 

WP_20150726_16_53_22_Pro.jpg

Carrego na mala e nas roupas coladas ao corpo, a poeira, o calor e a carga de horas que ficaram por dormir e, as outras, gastas, em longos percursos.

Apodera-se velozmente a vontade de regressar ao "refugio" e, parar. Pensar em desfolhar memórias calmamente, como se fossem páginas de uma revista que pegamos e percorremos ao acaso, avivando o que se viu faz pouco tempo, bem de perto, mas que, já ficou para trás.

 

Lembro os ocres das fachadas, na terra que nos acolheu com labaredas vindas do deserto. Os cheiros dos condimentos e miscelâneas de frutas e alimentos adocicados. As visitas guiadas e outras gentes, outros hábitos, outros costumes, outras culturas, num misto de sensações. Muitas estórias contadas, outras tantas imaginadas e algumas também vividas.

 

WP_20150727_08_29_53_Pro.jpg

 

 

 

Recordo de contarem que o Paxá tinha muitas mulheres à sua escolha, mas que este sempre deixava o coração suspirar pela sua amada, a predilecta. Vi aposentos exímios. As condições. As contradições. As janelas incertas e as cores que por dentro enfeitavam o espaço e faziam esquecer o desconforto, a falta de privacidade e ainda a necessidade de partilhar o pouco do nada que por ali parece ter existido.

Vimos muitos povoados reservados. Controlados e murados. Olhando hoje, nada parece fazer sentido, já que ali tudo parece despido. A pobreza reina e o calor impera, enquanto há olhos à espreita.

Passamos pelo deserto das pedras, com montes e montes delas. E montanhas e montes de areia no deserto. Oásis com tamareiras. Plantações de ervas aromáticas. Culturas de subsistência. Cabras equilibrista na Argânia e praia de gente colorida vestida dos pés à cabeça. E ainda, os imensos e omnipresentes caçadores de "propinas". Visitamos jardins com varandins e grandes vasos amarelos, azuis e vermelhos, muitas canas de bambu e espelhos de água. 

De passagem, ao longo da estrada, vimos cemitérios sem lápides e até um funeral. Alguns homens vestidos de branco. E mulheres? Nenhuma. Não sei o porquê. Não perguntei. Apenas estranhei.

 

Escurece em viagem quase de repente, mas a gente, essa não desaparece. Há muita na rua. Famílias, barulho, há festa, comida, vai todo o mundo para a beira da estrada. Não é uma esplanada. Não é uma praça. É um simples jardim, traz-se um tapete e faz-se ali mesmo o serão, como se o tempo não tivesse pressa. Dizem mesmo que, não há, de facto pressa. Tanto podem ser três, como quatro da manhã.

Só nós ainda caminhamos. Levamos suor na testa, nas costas, nas pernas à hora de recolher. Hora para nós, também de comer, de ficarmos sentados, à volta da mesa, loucos já desesperados por uma refeição, uma água, um pedaço de pão.

Conversa-se. Ri-se. Porque não? E lá chega afinal o repasto.

 

O couscous e o tagine muito bem apresentado. Mas a cada dia que passa, vem com um problema agravado, ser igual ao do meio dia, parecido com o do dia anterior e cada vez mais condimentado. Aos poucos vai-se ficando agoniado, o estômago começou a reclamar e o intestino não se lhe fez rogado.

Deixamos a fruta, a ementa não leva arroz, o calor parece ser redobrado e a festa para nós vai começar, vai ser um corrupio, um dormir sobressaltado, correr para a sanita em passo apressado.

Qual é a solução? Acabou, não há mais refeição. Comer? Só mesmo se for pão. E ficar aliviado, a viagem está perto do fim.

WP_20150724_003.jpgNão antes sem, falar do pequeno almoço. Por lá, tivemos de tudo um pouco. Sim, comida à descrição, para nós e para a passarada, que sem grande sobressalto debica daqui e dali, mesmo que a sala seja em espaço fechado, fresco, climatizado. Ninguém os sacode. Ninguém os afasta. Devem ser protegidos ou ter amigos por (A)lá. A mim? Ninguém me convenceu: do prato onde eu como, não debica mais ninguém. O cenário poderia ser de chalaça, qui ça até, ter graça, fosse a brincadeira uma vez e sem direito a bis. Encontrar pela manhã a passarada a sobrevoar animada e servir-se antes dos demais? É repugnante. É falta de higiene, bicos enfiados no pão, na compota, na fruta e, tudo e no maior descaramento, porque nada era ou alguma vez foi acondicionado ou tapado.

 

Mas afinal, gostaste, ou mais valia ter ficado em casa?

Óbvio que não. Eu gostei, pois então. Depois deste tipo de viagem só podemos enriquecer em conhecimento e transmitir felicidade.

Uma vez mais registei: não damos valor ao que temos, porque o temos como garantido. Quando temos pouco, não precisamos de muito mais. Já quando temos muito, queremos sempre mais do que alguma vez necessitaremos.

 

Fim de viagem.

Próxima?

Obrigada, por agora, fico-me mesmo por aqui.

Em casa, afinal, está-se muito bem.

 

09
Mai 14

Nós, do lado de cá, usamos o “888” para legendar e perceber melhor alguns programas.

 

 

 

Sempre que aparece no canto superior direito do ecrã da TV, no decorrer de um programa, um de nós logo se encarrega de fazer aparecer as letras milagrosas que ajudam a “apanhar” o que às vezes a conversa abafou – além de que, especialmente no caso de programas brasileiros, funciona como uma forma de ”tradutor” ou tira teimas.

 

Mas isto é para programas previamente gravados. Os que são em directo não têm esta opção disponível.

E há alguns cromos (no bom sentido) para os quais esta opção daria imenso jeito!... Pelo menos para mim! A culpa até pode ser minha e não deles. No entanto, estou convicta de que, no mínimo, não está inteiramente do meu lado..

Por diversas vezes (sempre, vá!) antes ou no final dos jogos, Jesus, como tantos outros treinadores, é convidado a opinar sobre a sua equipa e os seus jogadores, sobre a preparação ou resultado das partidas. Por mais que eu tente, e que me esforce, oiço-o falar mas não o compreendo. Confesso que não raras vezes peço ajuda a quem me acompanha para que me faça a tradução ou resumo da conversa. Invariavelmente a resposta é: Ele não disse nada! Se disse, não entendi.. (risos). Posteriormente se volto a ter oportunidade de assistir ao mesmo discurso, continuo a ficar a zero – não sei onde quer chegar, até porque não sai do mesmo sitio. Quer dizer: Acho que sei o que pretende, mas fico sempre a pensar porque andou com sinónimos de uma só palavra? Complica. Embrulha. Atrapalha. E torce muito a língua.

Se é o único? Não, não é definitivamente!

Há um senhor da mesma categoria profissional, que quando faz comentários é preciso um descodificador. Mas este usa palavras de outro teor – usa o discurso académico ao mais alto e rebuscado nível.

Falo de Manuel Machado, naturalmente. Utiliza um discurso cheio de rendilhados que depois de “esmiuçado” apenas quer dizer: Fomos roubados. Ganhamos bem. Jogamos mal. A equipa podia fazer melhor. O árbitro estava distraído, ou então é ladrão. E por aí fora, evidenciando exactamente o mesmo tipo de discurso, mas com palavras eloquentes. (como se diz na minha terra: A m**** é a mesma, só o cheiro é que é diferente!)

- Métodos...

Resumindo: O “888”, o “887” ou outro número qualquer dava tanto jeito nestes casos...

 

Já quando fala Mourinho, não preciso de tradução. Mesmo que use outra língua que não o meu português.

- São farpas senhores. São “farpas”!!

 

Não falemos de politica, sim? Esses, entendo-os muito bem. Eles, é que se fazem de desentendidos connosco. Para que precisamos de um descodificador?

 

Talvez... um contador de mentiras com imensos digitos. Plim...Plim...Plim...Plim... até faria concorrência às chamadas de valor acrescentado que anunciam prémios em numerário na TV.

 

 

Não era minha intenção falar de futebol ou politica. Se falei foi sem intenção. {#emotions_dlg.portugal}

 

 

01
Abr 14



Jaba Kankava, jogador do FC Dnipro, socorreu a tempo Oleh Husyev, jogador do Dínamo de Kiev, em pleno clássico do campeonato ucraniano. Uma intervenção rápida que pode ter salvo a vida do seu colega de profissão"


Deixo o vídeo.  Para mim, muito mais importante que as imagens do campeonato português com o incidente na partida Nacional-Porto, em que - "Quaresma perde a cabeça".


Depois que diga que quer ir à selecção, que é tão bom como os melhores...

Estava quase convencida que era desta que tinha acertado o TICO e o TECO - Tenho pena*, mas não foi!


* mesmo Quaresma!


01
Abr 14

... não dão tréguas.

 

O tempo chora e inunda o céu e terra.

O governo é trapaceiro e está a inundar-nos com impostos.

 

Os dois são como a potassa - chatos! Sendo que, o governo é ainda mais corrosivo que ela (a potassa).

Deixam mossa. Fazem-nos perder a pouca paciência que nos resta.

 

PRONTO RECLAMEI. 

- ESTOU FARTA DE VÓS. XÔ!XÔ!

 

Tenho de fazer um reparo a favor do tempo. A cinco dias, basta ir à internet escolher a minha terra e já sei se tenho de usar galochas e guarda-chuva, porque sei que vai mesmo chover.

Já com o governo, em menos de dois dias, muda mais que o tempo, passa do não ao nim, do nim não ao, SIM! SIM!

- Aumentar impostos e retirar nos vencimentos.

- Cortes!Cortes!

 

Sabem que mais? Venha mais chuva. Muita chuva. Que caia lá para os lados de S. Bento, de Belém e que a enxurrada os leve a todos (governo e oposição) a tomar banho no rio Tejo.

 

 

Constatação final:

 

Chuva e Governo perseguem portuguese(a)s que impotentes sofrem de constantes ataques neuróticos.

Segundo a minha médica de família não adianta pedir anti-depressivos, o governo mandou cortar nas receitas e eles querem manter o lugar, não os contrariam.

Não sei se foi por isso que o meu vizinho colocou um escadote e se pendurou numa corda à àrvore que tinha no quintal. Fiquei curiosa, queria saber o motivo, não tive oportunidade. Quanto à esposa, sofre de alzheimer, possívelmente já esqueceu que teve marido.

Não estou a brincar. Cada dia se escuta mais um novo caso de suícidio perto de nós.

 

 

Assim vamos ficando nós, chatos, velhos e desencantados.

20
Mar 14

Os dias estão solarengos. Há vida, renovação e nota-se nos rostos de quem nos cruzamos as cores da boa disposição.

No entanto, esta nem sempre tem de andar ligada a um badalo sineiro ininterrupto como se de um spot publicitário se tratasse.

 

 

Hoje passei por uma frutaria, da qual não sou cliente, mas por estar na minha rota, deu jeito entrar.

O espaço era amplo e estariam umas seis ou sete pessoas a escolher e encher os sacos com fruta ou legumes, para de seguida se aproximarem da caixa, pesar e pagar.

 

 

Posteriormente, entrou uma cliente que, pelo à vontade demonstrado, fará parte dos conhecimentos da funcionária da loja, e logo foi debitando conversa. Conversa essa, alta e em bons decibéis.

Cliente: Hoje as maçãs não são madurinhas como eu gosto. Gosto de maças madurinhas.

Funcionária: Tem ananás muito madurinho.

Cliente: Gosto da fruta toda madurinha.

Funcionária: O ananás hoje é barato e madurinho, enquanto fazia a conta de outro cliente: ora um molho de espinafres....

Cliente: Não tem lá dentro maçãs mais amarelinhas? O ananás é mesmo madurinho?

Funcionária: Olhe para o que esta senhora vai levar, está bem maduro! Veja pela cor amarelinha. – ora...novamente, um molho de espinafres...

Cliente: Esse está. Já não tem outro igual. Esse, era o mais madurinho.

Funcionária: Ora bem vamos lá fazer a conta desta senhora. Então, é um molho de espinafres... Olhe, se quiser dispenso-lhe um que tirei para mim hoje para levar para casa - começando a remexer nuns sacos atrás do balcão à procura do ananás. Vamos lá fazer a conta: um, dois, três molhos de espinafres...

Cliente: Eu levava morangos, mas se calhar levo amanhã, afinal passo cá, levo fresquinhos.

Enquanto isto, entraram outros clientes, a mesma conta continuava por fazer, e fomos assistindo à grande trapalhada da funcionária de não conseguir concentrar-se nas contas sem tagarelar e sem que a “outra” desistisse da conversa “madurinha”.

Sinceramente, já me ferviam os dedos dos pés do nervoso miúdo. Estava a ficar desesperada!

Um outro cliente, que estava na fila, acabou por demonstrar impaciência sobre a situação e sai-lhe este comentário, tipo brincalhão, mas nem por isso menos assertivo.

- Você hoje não está a dar conta do recado. Faça a conta que me quero ir embora. Se fosse seu patrão já a tinha despedido!

E foi mesmo nessa hora que entrou o patrão da loja. A balconista ficou toda atrapalhada e foi gracejando.

- Veja lá...veja lá...o patrão ainda me despede com as suas brincadeiras (sorriso amarelo).

OUPS... Pensei!

Finalmente alguém com coragem. Paguei. Saí. E vinha ainda com os neurónios a fumegar, quando entrei na peixaria. Sentei-me num banquinho para aguardar a vez. O senhor Carlos olhou para mim e exclamou:

- Caramba. Parece muito cansada!

Sem pensar respondi com voz irritada:

- Estou mesmo, muito cansada, cansada de ouvir gente a conversar.

 

Ele ficou com ar de quem não percebeu. Eu também não esclareci. Afinal, o peixeiro não tem obrigação de me aturar.

Não ia dizer: Se não fosse o patrão da loja da fruta ter entrado, talvez ainda estivesse à espera de que a fruta amadurecesse. Já que a conversa, essa, estava já mais que podre.

 

 

30
Dez 13

Num emaranhado 

Trespassam as sensações

Mil pensamentos

Mil projectos

Ou meras, divagações

e…

Perco-me

 

Sondo o relógio

Foge o instante

Passa o momento

Esfuma-se o dia

Cobre-me a noite

Percorro traços

Recolho esboços

Adio tarefas

Em meus borrões

e…

Perco-me

 

Persisto em acreditar

Insisto em criar

Desisto de fazer

Permaneço com intenção

Invisto no meu querer

Descuido o ter de ser

e…

Perco-me

 

Exponho

Componho

Disponho

Rodopio

Paro nas contradições

e…

Perco-me

 

Recomeço

e...

Perco-me

 

 

publicado por DyDa/Flordeliz às 00:28
20
Dez 13

É que nem com boa vontade os cofres se encheram de numerário.

Pois é senhores governantes. Pois é!

Os funcionários públicos já andavam fartos. Desencantar da cartola este despacho para pagar dívidas bafientas em notas e sem limite de valor. Isto sem água vai ou vem, sobre o local da sua proveniência talvez um milagre natalino...), incomoda quem, até esta data, teve de se esfarrapar para cumprir a lei dos mais de mil euros impostos como limite de pagamentos em numerário. Isto não deve ter agradado.

 

Vai daí, os funcionários, bateram com as portas nas vossas intenções de "arranjo" de governo e o tão almejado remendo no encerramento de contas.

Será que, na segunda feira, os prevaricadores (bons samaritanos) irão fazer fila à porta das finanças ?  tenho-os sentido aflitos, alguns, muito aflitos

Já ouvi falar num prolongamento de datas...

Ficarão os funcionários, até véspera de natal de plantão aos cofres? E os bancários, ficarão mais tempo para receber as esmolas e tratar de as amealhar?

Meus caros, não esqueçam a tolerância de ponto nesta época. Olhem que ela existe. Ela anda aí, à porta do Natal e do Ano Novo. Caríssimos, faltam 10 dias no calendário para terminar 2013 ou será que pensam fazer mais um despacho para prolongamento do número de dias ao calendário de 2013 também?

 

Cuidado senhores governantes. O pessoal está a ficar seriamente "aborrecido" e está a mostrar-vos que unidos são fortes e que à bruta não é a melhor forma de os convencer a cooperar.

 

Esta gente quando se lembra, a coisa dá mesmo para o torto, não dá?

Pois dá!

 

 

 

BOAS FESTAS A TODOS.

 

 

 

 

 

11
Set 13

"Comer bem passa por comprar bem. Aprenda a interpretar a informação nutricional dos produtos e a escolher os mais saudáveis"

 

Não vou afirmar que sei interpretar correctamente a informação contida num rótulo, ou embalagem. No entanto, pior que não conseguir interpretar, é não conseguir distinguir ou examinar as letras impressas. Ou compro porque conheço o produto, ou porque gostei da embalagem. Porque a informação contida é na maior parte das vezes impossível de ler. E não sou só eu a ver mal (vejo normal), observo muita gente, como eu, com cara de míope, virando as latas e pacotes em tentativas frustradas para decifrar o que lá tem escrito. Poupança no tamanho da embalagem? Talvez! (embora algumas sejam bem grandes e só as letras - pequenas). Mas ou é útil e importante o que lá escrevem e lhe dão o destaque merecido, ou simplesmente, não nos enganem com imagens apelativas que ocupam a maior parte dos produtos embalados. 

 

Resumindo: Só aprendo a ler ou a interpretar um rótulo alimentar, se tiver oportunidade de conseguir ler o que lá está impresso.

 

04
Jul 13

Desfaz-se a teoria de bons vizinhos quando:

 

- De noite, se abre uma janela e nos ordenam que fiquemos em silêncio, antes mesmo de, se inteirarem se estamos com problemas ou precisamos de ajuda, cerrando-a.

 

O atestado de energúmeno é passado quando:

- Volvidos dois dias, somos abordados com um género de ultimato, para não levar a mal, o pedido feito naquela noite.

 

Prosa de botões:

- Espero não necessitar de ti, nunca. Confio mais depressa no rafeiro do teu cão. 

 

 

A essência do ser humano é como o azeite - vem sempre à tona.

 

 

 

Acreditava que eras um humorista idiota. Afinal, até nisso me enganei. Não és humorista. És mesmo um pobre idiota sem formação cívica.


Não roubei a imagem - apenas usei.

Já á poda da árvore - dáva uma roubadinha{#emotions_dlg.clown}

publicado por DyDa/Flordeliz às 02:09
12
Mai 13

António Salvador: «Ciclo vai fechar-se para algumas pessoas»

«Fica um sentimento de tristeza pelo clube e pelos adeptos. O futebol é isto. Quanto se tem tudo para conseguir um objetivo definido no início da época e não se consegue, é uma desilusão enorme. O que aconteceu hoje é um espelho de toda a época. Não se pode sofrer três golos em três minutos. Não se pode perder jogos como este que isso reflete-se na classificação. Pusemo-nos a jeito para que isto acontecer.»

 

 

É muito fácil fazer declarações de “tristeza” pelos resultados não alcançados.

Difícil é conseguir, semana após semana, manter espírito positivo e competitivo, assistindo a quem manda (presidente - António Salvador), a dispensar jogadores que entregou e prometeu à equipa técnica no início da época, para vir no final dos jogos em que não conseguiu os resultados pretendidos, fazer o papel do noivo enganado.

António Salvador - “Pusemo-nos a jeito para isto acontecer

O senhor colocou a equipa sem ativos e queria o quê?!

Milagres?...

Ninguém faz omeletes se houver um galinheiro sem galinhas poideiras.

É muito fácil sacrificar os mesmos na comunicação social, transmitindo a velha mensagem de incompetência e falta de profissionalismo, quando a sua parte (a que realmente é responsável) era a que deveria ser recordada. Afinal, não terá sido a que mais mexeu com todos?

Quanto se tem tudo para conseguir um objetivo definido no início da época e não se consegue

Porque parece ter-se esquecido de algo. Deixo alguns factos relevantes para o fracasso da sua equipa, esta época:

Saída de Lima para o Benfica (2º melhor marcador do campeonato), com 18 golos marcados. Realço que esta se tratou de uma saída contra as promessas feitas aos adeptos e, sobretudo, equipa técnica no início da época.

Beto o guarda-redes titular do Braga que saiu para o Sevilha.

Ismaíli que foi para o Shakhtar, equipa que está em primeiro lugar no campeonato Ucraniano.

Ewerton que foi para o Anzi, equipa que ocupa o terceiro lugar no campeonato da Rússia.

Quero que fique claro que NÃO sou adepta do Braga. Mas tal não significa que as suas palavras não me façam pensar e acreditar que é muita presunção o seu sacudir de areia para os olhos de quem o bajula. 

 

É muita falta de nível e caráter!

 

 

10
Mai 13

Portugal, através do olhar, eu te abreijo.

 

 

 

 

Entre, vocábulos que oiço e antevejo.                 

Eu testemunho, enlaçando com amor, o que é teu.

 

És tu, Portugal, que eu sinto, que desejo.

 

Sou eu, somos Nós, que te veneramos

com orgulho e lealdade.

 

Beijamos o mar,

enquanto o sol, nos toca o rosto.

No verde dos campos, entretemos o olhar.

 

Em consentida (in)genuinidade colorida de encantar.

 

- Portugal, nós te pedimos tão pouco!...

 

Que cada um: viva com dignidade

 

 

Ai Portugal, meu pobrezinho, menino, inocente.

 

 

Foste cobiça de doutos e vendilhões

E foram eles, que te dividiram em quinhões

Os mesmos de hoje, que te penhoram em fracções

 

E a Nós,os Outros, o que deixam? 

Um grande legado de obrigações!

 

 

E é com escárnio que declaram

Que pela vida gastamos, 

o que cada um,

amealhou com suor.

Quando ELES,

foram queimando e derretendo,

o que nunca foi deles,

ou um dia lhes pertenceu.

 

Ouvem-se vozes,

muitas vozes...

que vão zurrando:

O Burro foste tu.

O Burro és tu.

Nunca burro,

Virei a ser EU.

 

DyDa: SUSSURROS PARA ORELHAS DE BURRO

 

08
Mai 13


...dos outros 

 - que medo!!!!

{#emotions_dlg.lol}

Estas mezinhas deviam ser aplicadas numa cambada de gente que fala muito

 e acerta muito pouco.
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últ. comentários
É muito mais frequente do que parece este tipo de ...
Olá, bem-vinda.Óbvio que temos de ser cuidadosos. ...
Pois, os acidentes acontecem.BFDS
Nunca ninguém pode dizer que não lhe acontece.Todo...
Totalmente de acordo. Não sou mãe, mas entendo que...
Flor, não quis ser intrometida, mas sabendo que es...
Calma Miilay, não se preocupe eu estou bem. Juro.O...
Amiga, será que se desagregou mesmo???Desejo que a...
Momentos...Agarremos os que são bons, os outros......
Na vida nada é eterno ...Até uma boa música ou um ...
Paciente? Eu de facto vou algumas vezes ao médico....
Amigo, és um paciente.Haja pachorra para aturar as...
Finalmente voltaste a escrever, o que já era mais ...
O suicídio até pode baixar a Despesa com as reform...
Pelo comentário ressabiado e pela hora, diria que ...